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	<title>Crítica &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<description>Um blog sobre livros</description>
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	<title>Crítica &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<item>
		<title>O Cão e os Caluandas</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-cao-e-os-caluandas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 18:29:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Não Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Dom Quixote]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Africana]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Angolana]]></category>
		<category><![CDATA[O Cão e os Caluandas]]></category>
		<category><![CDATA[Pepetela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cão é a grande metáfora do romance. Ele representa o olhar crítico, livre de interesses, sobre uma sociedade que perdeu o rumo. Ao contrário dos humanos, o cão é fiel, não corrompido, e observa com lucidez o comportamento dos homens. Muitos críticos veem nele o alter ego do próprio autor, que se coloca como testemunha moral da decadência pós-revolucionária.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/4o6ept5" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Cão e os Caluandas</strong></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Autor</strong>: Pepetela</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Editora</strong>: Dom Quixote</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Páginas</strong>: 146</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>O Cão e os Caluandas</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Pepetela, pseudônimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, é um dos mais importantes escritores angolanos. Nascido em Benguela em 1941, ele participou ativamente da luta pela independência de Angola como membro do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola). Sua obra literária é marcada por um forte engajamento político e social, explorando temas como identidade nacional, colonialismo, guerra civil e os desafios do pós-independência. Pepetela combina crítica social com elementos da cultura angolana, e sua escrita é reconhecida por seu estilo irônico e profundo conhecimento da realidade do país.</p>
<h4><em>O Cão e os Caluandas</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;"><em>O Cão e os Caluandas</em> foi publicado em 1985 e retrata Angola nos primeiros anos pós-independência. Após conquistar sua independência de Portugal em 1975, Angola mergulhou em uma longa e devastadora guerra civil entre os principais movimentos de libertação. O livro se passa em Luanda, capital do país, e mostra o cotidiano da cidade sob o regime socialista do MPLA, marcado por escassez, burocracia, corrupção e tensões sociais. O livro se insere em um momento de desilusão com os rumos da revolução e com a corrupção crescente no Estado angolano. Pepetela utiliza a figura de um cão misterioso que circula pela cidade como fio condutor para revelar as contradições e absurdos da nova sociedade angolana, misturando crítica política com elementos de realismo mágico.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Isto é uma Babilônia ingovernável. Uma Torre de Babel. Os esgotos não funcionam, as ruas parecem queijos, as árvores imitam as ovelhas na Europa, tosquiadas rentes, os ratos confundem-se com os coelhos, os passeios sujos, os prédio sempre a feder de podres. a luz elétrica sempre com falhas, os jardins mortos. De quem a culpa?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" data-start="1285" data-end="1631">Não há uma história linear. O livro se compõe de episódios independentes, pequenas crônicas que se interligam por meio de uma figura simbólica, um cão da raça pastor alemão, que percorre Luanda, observando e atravessando os diferentes ambientes e camadas sociais. Esse cão sem dono, que vaga pela cidade, funciona como um observador silencioso da sociedade angolana. Em torno dele se desenrolam histórias de personagens conhecidos como caluandas, ou seja, os habitantes de Luanda. </p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1894" data-end="2304">Cada capítulo aborda uma situação diferente: a corrupção de um funcionário público, o oportunismo de um burocrata, as tensões entre antigos combatentes e a nova elite, a desigualdade social crescente, e até o choque entre valores tradicionais e modernos. Aos poucos, o leitor percebe que o cão funciona como a consciência coletiva da cidade e de seus habitantes.</p>
<blockquote>
<p data-start="1894" data-end="2304">&#8220;Quando um indivíduo se decide a enfrentar o papel sujeita-se voluntariamente a tudo.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;" data-start="1894" data-end="2304">Pepetela faz uma crítica severa à burocracia, ao nepotismo e à corrupção que se espalham no governo e na sociedade após a independência. O ideal revolucionário, que antes prometia igualdade e solidariedade, se perde diante de interesses pessoais e ganância. Luanda é retratada como uma cidade em transformação, onde convivem luxo e miséria. O contraste entre o centro urbano e as zonas periféricas reflete a desigualdade que marca o novo Estado angolano.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1894" data-end="2304">A linguagem é permeada por expressões locais, humor e coloquialismo, o que dá autenticidade cultural ao texto e aproxima o leitor da realidade angolana. Ao mesmo tempo, há um uso sutil de simbolismo e metáforas, o que eleva o livro a um patamar universal de reflexão sobre o poder e a corrupção.</p>
<h4><em>O Cão e os Caluandas</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">O cão é a grande metáfora do romance. Ele representa o olhar crítico, livre de interesses, sobre uma sociedade que perdeu o rumo. Ao contrário dos humanos, o cão é fiel, não corrompido, e observa com lucidez o comportamento dos homens. Muitos críticos veem nele o alter ego do próprio autor, que se coloca como testemunha moral da decadência pós-revolucionária. <em data-start="4487" data-end="4509">O Cão e os Caluandas</em> é um romance de desilusão e consciência. Representa o momento em que a utopia revolucionária se choca com a realidade. A figura do cão, sempre à margem, mostra que quem observa demais, acaba isolado, ao mesmo tempo em que reflete sobre a distância necessária para analisar o objeto de análise de forma mais abrangente e complexa.</p>
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		<title>Opúsculo Humanitário</title>
		<link>https://resumodelivro.net/opusculo-humanitario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 18:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Não Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Império]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Nísia Floresta]]></category>
		<category><![CDATA[Opúsculo Humanitário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Opúsculo Humanitário é, portanto, um livro visionário, que ultrapassava em muito o pensamento dominante do século XIX. Nísia Floresta antecipava discussões que só se tornariam mais presentes no Brasil décadas depois, apontando a educação como caminho central para a igualdade de gênero e para a construção de uma sociedade mais justa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3Ktc9NY" target="_blank" rel="noopener"><strong>Opúsculo Humanitário</strong></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Autora</strong>: Nísia Floresta</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Editora</strong>: Companhia das Letras</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Páginas</strong>: 125</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <strong>Opúsculo Humanitário</strong></h3>
<p style="text-align: justify;" data-start="60" data-end="350">Nísia Floresta (pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto) foi uma das primeiras intelectuais feministas do Brasil. Nascida no Rio Grande do Norte, destacou-se como escritora, educadora, tradutora e defensora dos direitos das mulheres e dos povos indígenas. Ela viveu em um período marcado por profundas desigualdades sociais e pela escravidão, e sua obra reflete um forte compromisso com a educação, a justiça social e a emancipação feminina.</p>
<h4><em>Opúsculo Humanitário</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Em<em data-start="2" data-end="24"> Opúsculo Humanitário, </em>a autora propõe uma reflexão profunda sobre a condição da mulher e o papel da educação em uma sociedade que ainda a restringia aos espaços domésticos e às futilidades da vida de corte. Antes de entrar diretamente no tema da instrução feminina, Nísia realiza uma comparação entre a sociedade brasileira de meados do século XIX e outras nações, como Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">O contraste não é favorável ao Brasil: enquanto esses países demonstravam avanços em ciência, indústria e organização social, o Brasil permanecia marcado pela desigualdade, pela escravidão e pela falta de atenção à educação, especialmente no que dizia respeito às mulheres. Essa análise inicial já revela o caráter crítico e inovador de Nísia, que não hesitava em expor o atraso do país diante das nações mais desenvolvidas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Em todos os tempos, e em todas as nações do mundo, a educação da mulher foi sempre um dos mais salientes característicos da civilização dos povos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ao tratar diretamente da educação, a autora é incisiva em suas críticas às instituições de ensino do Império. As escolas públicas, segundo ela, padeciam da ausência de métodos adequados de ensino, incapazes de formar cidadãos preparados para o progresso. Já as escolas particulares sofriam de outro mal: a escolha de professores sem critérios claros, muitas vezes movida por conveniências sociais em vez de competência.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a crítica de Nísia não se restringe ao sistema educacional. Ela aponta também para a própria sociedade brasileira, onde as mães costumavam limitar a educação das filhas ao aprendizado de frivolidades, como dançar, bordar e se portar bem em ambientes sociais, enquanto os pais se preocupavam exclusivamente com questões financeiras, negligenciando o dever de formar intelectualmente seus filhos e filhas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Quanto mais ignorante é um povo, tanto mais fácil é a um governo absoluto exercer sobre ele o seu ilimitado poder.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nísia reflete sobre a educação das mulheres indígenas, reconhecendo nelas a possibilidade de um aprendizado diferente, ainda que marcado pelas condições culturais próprias. No entanto, chama a atenção o silêncio da autora em relação às mulheres escravizadas, cuja situação extrema de exploração e opressão não recebe a mesma abordagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, sua defesa é clara: a mulher deve ter acesso a uma educação ampla, sólida e de qualidade, equivalente àquela oferecida aos homens. Para ela, apenas por meio da instrução seria possível garantir não apenas a emancipação feminina, mas também o progresso da nação.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Uma só coisa censuramos às atuais gerações, e muito particularmente à nossa: é o não tirarem da experiência, que nos fornecem os erros dos nossos antepassados, o antídoto precioso para minorar os nossos.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>Opúsculo Humanitário</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">O <em data-start="2437" data-end="2459">Opúsculo Humanitário</em> é, portanto, um livro visionário, que ultrapassava em muito o pensamento dominante do século XIX. Nísia Floresta antecipava discussões que só se tornariam mais presentes no Brasil décadas depois, apontando a educação como caminho central para a igualdade de gênero e para a construção de uma sociedade mais justa.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a leitura atual da obra revela também um incômodo: passados mais de 170 anos de sua publicação, ainda persistem no país os mesmos problemas denunciados pela autora — uma educação marcada por desigualdades, um sistema social excludente e preconceituoso, e uma cultura que insiste em subestimar as capacidades da mulher. Assim, o livro permanece atual, tanto como denúncia quanto como inspiração.</p>
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		<title>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-evangelho-segundo-jesus-cristo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 13:09:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[José Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[O Evangelho Segundo Jesus Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jesus foi um homem, com suas fraquezas e seus arrependimentos, com suas paixões e seus pensamentos. A quem foi imposto um destino. Que cumpriu esse destino como deveria. E a quem a morte, sempre ela, trouxe a santificação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/45PrKMC" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: José Saramago<br /><strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br /><strong>Páginas</strong>: 341</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em></h3>
<p style="text-align: justify;">É possível fazer uma livre interpretação dos textos sagrados da Bíblia? Saramago nos mostra que sim. Esse livro foi publicado em 1991 e, como não poderia deixar de ser, pelo seu teor, recebeu inúmeras críticas. A principal delas é justamente contra a livre interpretação dos textos sagrados, que desvirtuaria de forma abusiva os Evangelhos Canônicos.</p>
<p style="text-align: justify;">As críticas fizeram com que o livro fosse considerado ofensivo por diversos setores da comunidade católica; que sofresse perseguição religiosa no seu próprio país; que o governo português, pressionado pela Igreja Católica e por meio do então Subsecretário de Estado da Cultura, vetasse esse livro de uma lista de romances portugueses candidatos ao Prêmio Aristeion em 1992, por atentar contra a moral cristã.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Disse Jesus, Estou à espera, De quê, perguntou Deus, como se estivesse distraído, De que me digas quanto de morte e de sofrimento vai custar a tua vitória sobre os outro deuses, com quanto de sofrimento e de morte se pagarão as lutas que, em teu nome e no meu, os homens que em nós vão crer travarão uns contra os outros.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">O livro conta a história da concepção, nascimento, crescimento e morte de Jesus Cristo através de uma lente diferente daquela usada na Bíblia. Saramago utilizou a lente humana para contar a história do homem Jesus, concebido através de uma relação sexual entre um homem e uma mulher; que nasceu em uma caverna próximo à Belém por conta de um recenseamento imposto pelo governo romano, e que cresceu aprendendo o ofício de carpintaria com seu pai, como faziam milhares de jovens nas cidades próximas, e também nas longínquas.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus cresceu entre 11 irmãos e aprendeu com a pobreza e a escassez de alimentos a partilhar o pouco que tinha, a amar ao próximo para que o amor em família pudesse superar todas as dificuldades reveladas pela realidade de um povo que sofria sob o domínio despótico dos romanos. É interessante notar que o autor repassa os principais acontecimentos do jovem Jesus de maneira fiel, a única diferença é a humanização de sua vida.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Por que é que um cordeiro que tinha sido salvo da morte veio a morrer ovelha, questão tão estúpida quanto se vê, mas que se compreenderá melhor se for assim traduzida, Nenhuma salvação é suficiente, qualquer condenação é definitiva.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Uma das mais controversas passagens do livro é sem dúvida o encontro de Jesus, então na casa dos 20 anos, com Maria, uma prostituta da cidade de Magdala, a que se convencionou chamar Maria Magdalena. Com os pés machucados da longa jornada, Jesus havia se decidido retornar para junto de sua família. Ele então procurou por cura em uma casa. Dentro da casa, Maria Magdalena o recebeu e começou a limpar e a curar o ferimento de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">É então que o jovem Jesus conheceu o amor e o sexo. Se apaixonou com todas as suas forças por aquela mulher a quem todos procuravam apenas para o alívio, mas que finalmente encontrou esse mesmo alívio nos braços e nos movimentos daquele jovem Jesus. Uma parceria foi formada e, a partir desse momento, Maria Magdalena passou a acompanhar Jesus por todos os lugares, até a hora de sua morte.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O filho do homem enterrará o homem, mas ele próprio ficará insepulto. Que estas palavras, à primeira vista enigmáticas, não vos levem a pensamentos superiores, o que aí fica pertence a escala do óbvio, quis apenas dizer que o último homem, por último ser, não terá quem lhe dê sepultura.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Um livro esplêndido. Cheio de significados, cheio de simbolismos. As metáforas e as críticas às religiões são como revelações de uma ideia que ainda estava velada por um véu hipócrita e fétido. Jesus foi um homem, com suas fraquezas e seus arrependimentos, com suas paixões e seus pensamentos. A quem foi imposto um destino. Que cumpriu esse destino como deveria. E a quem a morte, sempre ela, trouxe a santificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um religioso não se questionar acerca de sua fé, ele é apenas um cordeiro que segue aquilo que lhe é imposto. Duvidar, questionar, pensar por si próprio, é o primeiro passo para abrir o caminho da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Que essa leitura sirva para você questionar algumas &#8216;verdades absolutas&#8217;.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não criei nenhum mundo, não posso avaliar, disse Jesus, Pois é, não podes avaliar, mas ajudar, podes, Ajudar a quê, A alargar a minha influência, a ser deus de muito mais gente, Não percebo, Se cumprires bem o seu papel, isto é, o papel que te reservei no meu plano, estou certíssimo de que em pouco mais de meia dúzia de séculos, embora tendo de lutar, eu e tu, com muitas contrariedades, passarei de deus dos hebreus a deus dos que chamaremos católicos, à grega, e qual foi o papel que me destinaste no teu plano, O de mártir, meu filho, o de vítima, que é o que de melhor há para fazer para espalhar uma crença e afervorar uma fé.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>De José Saramago já publicamos:</p>
<ul>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/ensaio-sobre-a-cegueira/" target="_blank" rel="noopener">Ensaio Sobre a Cegueira</a></strong></em></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Indico o clássico filme <strong><em><a href="https://filmow.com/jesus-de-nazare-t9332/" target="_blank" rel="noopener">Jesus de Nazaré</a>.</em></strong></p>
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<p><!-- wp:html --></p>
<h4 style="text-align: center;"><a href="https://amzn.to/45PrKMC" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Evangelho Segundo Jesus Cristo</strong></a></h4>
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<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Madame Bovary</title>
		<link>https://resumodelivro.net/madame-bovary/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Sep 2023 19:30:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Martin Claret]]></category>
		<category><![CDATA[Gustave Flaubert]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade Feminina]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um livro à frente de seu tempo, sem dúvida. Todos os sentimentos de Emma são viscerais. Desejos ardentes, amores intensos, adultério permissivo e uma crítica aos costumes consumistas da época. Flaubert nos brinda com uma obra prima da literatura mundial.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Madame Bovary <br /> <strong>Autor</strong>: Gustave Flaubert <br /><strong>Editora</strong>: Martin Claret<br /><strong>Páginas</strong>: 394</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/3L1F5dp" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/d0vxGHHcbXk" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5544 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-800x450.jpg?x14911" alt="Madame Bovary, de Gustave Flaubert" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-17-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Madame Bovary</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Gustave Flaubert foi um escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, pelo seu senso de realidade, pela sua lucidez sobre o comportamento social, e pela força de seu estilo em grandes romances. <strong><em>Madame Bovary</em></strong>, sem dúvida o seu trabalho mais famoso, foi publicado em outubro de 1856. Resultado de cinco anos de trabalho, o romance é uma dura depreciação dos valores burgueses. Segundo alguns críticos conservadores, Flaubert ridiculariza sua própria condição social.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da suspensão da cena, a censura decidiu suspender a publicação da obra e processar o autor, sob a acusação de “imoralidade”. Em janeiro de 1857, Flaubert sentou no banco dos réus, mas foi absolvido. Muitos escritores imaginaram a continuação deste grande clássico da literatura do séc. XIX, como em <i>Mademoiselle Bovary</i> de Maxime Benôit-Jeannin e publicado em 1991. Esta sequência é a continuação oficial da obra prima de Flaubert.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Como pudera ela (tão inteligente!) enganar-se uma vez mais? Afinal, por que deplorável cegueira enterrara assim a existência em contínuos sacrifícios? Lembrou-se de todos os seus desejos de luxo, de todas as privações de sua alma, da abjeção do casamento, dos trabalhos domésticos, de seus sonhos caídos na lama como andorinhas feridas, de tudo que desejara, de tudo de que se privara, de tudo que poderia ter obtido. E por quê? Por quê?&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>Madame Bovary</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A história começa com a entrada de Carlos Bovary na escola. Vindo de uma humilde família do campo, Carlos possuía o desejo de tornar-se médico. Apesar de sofrer todo tipo de preconceito pela sua origem, Carlos se formou e decidiu trabalhar pela saúde das pessoas. A história dá um salto de alguns anos e Carlos estava agora casado com uma velha viúva. O casamento dos dois foi arranjado pela família Bovary para prover Carlos de alguma renda. Carlos então visitou o Sr. Rouault e se apaixonou por sua filha Emma. Após a morte da esposa de Carlos, o casamento com Emma foi arranjado e o casal se mudou para Tostes.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Tostes, Carlos começou a trabalhar incansavelmente como médico, enquanto que Emma se tornou uma excelente dona de casa. Até que um dia, o casal recebeu um convite para um baile na casa do Marquês d&#8217;Andervilliers e todo aquele luxo da corte francesa deslumbrou Emma, que passou a sonhar com uma vida repleta de pompa e circunstância.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que a exasperava era Carlos não lhe dar o menor sinal de que suspeitasse de sua agonia. A convicção dele de que a fazia feliz parecia à moça um insulto imbecil, e sua segurança a maior das ingratidões. Para quem, pois, se conduzia ela ajuizadamente? Não era para ele, Carlos, o obstáculo de toda a sua felicidade, a causa de toda a sua miséria, e como que a fivela pontuda dessa complexa correia que a prendia de todos os lados?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Com a cabeça cheia de fantasias românticas, Emma se deu conta de que a vida de casada não era aquele sonho maravilhoso retratado nos livros que lia. Nem mesmo o nascimento da filha conseguiu deixá-la menos entediada e frustrada com a vida que escolhera. Sentia-se infeliz, cansada do marido, pois sabia que Carlos jamais conseguiria satisfazer seus desejos de amor. Para satisfazer suas volúpias, Emma decidiu enveredar pelo caminho do adultério. O primeiro homem a tomar parte do amor incontrolável de Emma foi Rodolfo.</p>
<p style="text-align: justify;">Emma não se conteve, amou tanto Rodolfo que decidiu fugir com ele. Contudo, Rodolfo tinha muito a perder e decidiu abandonar Emma no dia da fuga. Emma então se entregou à religiosidade. Tornou-se taciturna, passando grande parte do dia de joelhos em frente ao altar. Mas a paixão inflamável que habitava Emma se incendiou. Novamente, não encontrando meios de satisfazer seus desejos encontrou Leon, jovem que por ela também nutria sentimentos amorosos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Pela diversidade de seu caráter, alternativamente mística ou alegre, faladora, taciturna, arrebatada, indolente, despertava-lhe mil desejos, evocando instintos ou reminiscências. Emma era a apaixonada de todos os romances, a heroína de todos os dramas, a vaga &#8216;ela&#8217; de todos os volumes de versos. Achava-lhe nos ombros a cor de âmbar da &#8216;odalisca do banho&#8217;; tinha o colete pontiagudo das castelãs feudais; assemelhava-se também à &#8216;mulher pálida de Barcelona&#8217;, mas era sobretudo um anjo!&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Emma e Leon tornaram-se amantes. Emma se entregou a ele como nunca havia se entregado a ninguém. O amor novamente floresceu no peito de Emma, mas novamente existia uma barreira: a idade. Leon logo se apaixonou por outra mulher mais nova. O fim de mais um amor tornou-se também a ruína de Emma. Não podendo mais amar, nem ser amada. Nem mesmo o marido fiel e a filha pequena conseguiram trazer à Emma o brilho dos olhos, o sorriso dos lábios, os carinho das mãos. No fim de tudo Carlos descobriu as cartas de Rodolfo e Leon, mas perdoou a querida e amada esposa por quem foi devoto durante tantos e tantos anos.</p>
<h4><em>Madame Bovary </em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Mas nem só de amor e adultério é feito esse livro. É perceptível o direcionamento claro do autor à classe burguesa, a qual ele mesmo fazia parte, sem negar. Esta involuntária participação na sociedade de consumo que se formava no século XIX, impulsionada pela Revolução Industrial, criando necessidades pessoais de consumo, levou Flaubert a criticar sua dependência econômica e social neste meio. Emma, além de sonhadora, era uma mulher insatisfeita, mesmo não lhe faltando nada e tendo a possibilidade de comprar o que achasse necessário, afogou a família em dívidas feitas ao longo da trama.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Mas ao escrever, tinha no espírito outro homem, um fantasma composto das suas mais ardentes lembranças, das suas leituras mais belas, das suas mais fortes ansiedades; e afinal este se tornava tão verdadeiro e acessível, que Ema palpitava por ele, maravilhada, sem contudo poder imaginá-lo claramente, tanto ele se perdia, como um Deus, na abundância dos atributos. Habitava na região azulada em que as escadas de seda se balouçam pendente dos balcões, ao aroma das flores e ao luar. Sentia-o junto de si, ia aparecer-lhe e arrebatá-la toda em beijo. Depois sofria uma grande queda e tudo se despedaçava; porque aqueles impulsos de amor vago a fatigavam mais que a lascívia da libertinagem.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um livro à frente de seu tempo, sem dúvida. Todos os sentimentos de Emma são viscerais. Desejos ardentes, amores intensos, adultério permissivo e uma crítica aos costumes consumistas da época. Flaubert nos brinda com uma obra prima da literatura mundial.</p>
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<p>Até a próxima!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Inquisição</title>
		<link>https://resumodelivro.net/a-inquisicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Aug 2023 19:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[A Inquisição]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Imago]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Baigent]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Leigh]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Analisando dados históricos e cruzando-os com diversas outras fontes, A Inquisição se apresenta como um farol, um guia, para entender o que realmente se deu na história e que, por vezes, tenta ser apagado ou descolado da atualidade, como se uma mesma instituição possuísse duas histórias: a oficial e a real.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/3OU7RyS" target="_blank" rel="noopener">A Inquisição</a></strong> <br /><strong>Autores</strong>: Michael Baigent e Richard Leigh <br /><strong>Editora</strong>: Imago <br /><strong>Páginas</strong>: 331</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em><strong>A Inquisição</strong></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Tratando de um assunto espinhoso e muito polêmico, os autores do livro se preocuparam e se ateram aos fatos. Analisando dados históricos e cruzando-os com diversas outras fontes, <em><strong>A Inquisição</strong></em> se apresenta como um farol, um guia, para entender o que realmente se deu na história e que, por vezes, tenta ser apagado ou descolado da atualidade, como se uma mesma instituição possuísse duas histórias: a oficial e a real.</p>
<h4><em><strong>A Inquisição </strong></em>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">O cristianismo foi oficialmente &#8220;legalizado&#8221; no ano de 313 pelo Imperador Constantino I após o Édito de Milão. Com disputas internas e um longo período de transição e consolidação, a Igreja Católica chegou ao primeiro milênio fortalecida com apoio secular dos principais reinos da Europa e com a corrupção como parte importante de sua prática. É a partir desse momento que a Igreja colocou em ação uma caça aos hereges, o que na prática se tornou um dos maiores genocídios da história da humanidade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As oportunidades de corrupção era imensas, e poucos padres faziam qualquer tentativa séria de resistir à tentação. Muitos exigiam pagamento até pela realização de seus deveres oficiais. Casamentos e funerais não se faziam sem que se pagasse adiantado. A comunhão era recusada até que se recebesse uma doação. Mesmo os últimos sacramentos se recusavam aos agonizantes enquanto não se extorquisse uma soma em dinheiro.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Durante os anos 1200, a Igreja se viu pressionada a tomar uma posição diante do aumento dos seguidores dos ritos pagãos, especialmente os cátaros na França. Assim, o tribunal da Inquisição foi oficialmente inaugurado em 1234, em Toulouse, onde foram nomeados dois Inquisidores oficiais. É interessante observar que as atividades deles, segundo a Bula papal, deviam originalmente dirigir-se aos clérigos romanos que simpatizavam com os cátaros.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os seus primórdios, a Inquisição se configurou como um tribunal: havia uma denúncia de desvio de conduta religiosa e era o acusado que devia provar sua inocência. Contando com o apoio secular, os bispos inquisidores permitiam a tortura excessiva e exaustiva dos acusados durante dias ou semanas. No final, percebia-se que o acusado já estava condenado há muito tempo, e que a tortura servia apenas para que o condenado entregasse outros &#8220;desviados&#8221;.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Alternativamente, um suspeito podia ser torturado pela resposta a um único ponto específico, e as respostas a um segundo ou terceiro pontos justificavam as sessões de tortura a mais. Há copiosos registros de indivíduos torturados duas vezes por dia durante uma semana ou mais. Na prática, o acusado era torturado até se dispor a confessar o que, mais cedo ou mais tarde, quase inevitavelmente fazia.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Devemos lembrar que o objetivo principal do julgamento e execução no tribunal da Inquisição não era salvar a alma do acusado, mas alcançar o bem público e impor medo aos outros. Por isso, na Europa instalou-se um clima de medo. As pessoas valiam-se do aparato da Inquisição para acertar velhas contas, tirar vingança pessoal de vizinhos ou parentes, eliminar rivais nos negócios ou no comércio.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, mulheres solteiras, deficientes, prostitutas e rebeldes eram enviadas para a fogueira. Judeus também foram perseguidos, torturados e mortos, assim como os muçulmanos que restaram na península Ibérica. Com a descoberta do Novo Mundo, até mesmo os índios sofreram com as perseguições. Com a Reforma Protestante, chegara a vez dos seguidores de Lutero e Calvino serem queimados vivos em praça pública.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Qualquer coisa relativa aos recém-formulados &#8220;direitos do Homem&#8221;, qualquer coisa que ecoasse os pensamentos de Tom Payne ou escritores franceses como Volteire, Diderot e Rousseau, era julgada maculada pelo &#8216;livre pensamento&#8217;. E também sediosa &#8211; como inimiga do Estado e da Igreja. A Inquisião, portanto, começou a funcionar não apenas como instrumento de ortodoxia católica, mas também como polícia secreta do governo. Seus alvos agora tornavam-se quem comprava, vendia, imprimia, circulava, disseminava ou mesmo possuía material que expunha ideias inflamatórias, além de quem promulgasse tais ideias de forma oral.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em><strong>A Inquisição </strong></em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">A Inquisição nada mais era do que a tentativa da Igreja de manter fiéis os seus seguidores através do medo. Com o passar do tempo a Igreja passou a atacar também a disseminação de ideais livres e críticos à própria Igreja. Nos textos de Montesquieu, Diderot e Voltaire a outrora inatacável Igreja era não só repudiada, mas aberta, escandalosa e blasfemamente ridicularizada. Para mortificação da hierarquia eclesiástica, Roma tornou-se uma espécie de piada permanente, objeto de impiedosa zombaria.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi então criado um segundo instrumento de censura: o <i>Index Librorum Prohibitorum, </i>que efetivamente negava aos católicos o acesso a material que Roma julgava inimigo, incluindo estudos históricos da maçonaria e da própria Inquisição. Para que não reste dúvida, apesar do <em>Index</em> ter sido abolido na década de 1960, o Tribunal do Santo Ofício existe até hoje, sob o nome de Congregação para a Doutrina da Fé. Na verdade, a Congregação é o departamento individual mais poderoso do Vaticano. Seu presidente oficial é o Papa.</p>
<p style="text-align: justify;">É bom lembrar, no entanto, que a Igreja Católica, assim como todas as Igrejas, é feita de homens que são falhos em sua essência. Igreja não é sinônimo de fé. Fé é o que compete inteiramente ao indivíduo e que não necessariamente precisa de uma Igreja ou Religião para se manifestar.</p>
<p>Indico o filme <a href="https://filmow.com/sombras-de-goya-t6260/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Goya&#8217;s Ghosts</strong></em></a>, de 2006 <br />Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify </a><br />Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra na <a href="https://amzn.to/3OU7RyS" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a> e apoie o Resumo de Livro.<!-- /wp:post-content --></p>
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		<title>Os Demônios de Loudun</title>
		<link>https://resumodelivro.net/os-demonios-de-loudun/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Aug 2023 00:02:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Aldous Huxley]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Circulo do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Os Demônios de Loudun]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os Demônios de Loudun é um livro sensacional e perturbador. É uma "caça às bruxas" da Igreja com o objetivo de eliminar um inimigo interno. O cenário é a pequena cidade de Loudun, no interior da França em plena Idade Média, por volta de meados do século XVII.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/3GdMwc7" target="_blank" rel="noopener">Os Demônios de Loudun</a></strong> <br /><strong>Autor</strong>: Aldous Huxley <br /><strong>Editora</strong>: Círculo do Livro <br /><strong>Páginas</strong>: 334</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Os Demônios de Loudun</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Além de ser um autor de ficção científica incrível, Huxley também se interessava por assuntos dos mais diversos, como misticismo e filosofia. E é combinando doses de misticismo, filosofia, história e extensões inexploradas da mente humana, que o autor escreveu essa obra. Aqui, então, temos uma discussão que esbarra na filosofia metafísica.</p>
<h4><em>Os Demônios de Loudun</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">O cenário é a pequena cidade de Loudun, no interior da França em plena Idade Média, por volta de meados do século XVII. Acompanhamos a chegada do padre Grandier à Loudun em 1617. Grandier era considerado um homem atraente, além de rico e com uma boa educação. Esta combinação fez com que o padre chamasse a atenção das jovens de Loudun, incluindo Philippa Trincant, filha do solicitador do rei em Loudun. Grandier também cortejou abertamente Madeleine de Brou, filha do conselheiro do rei na cidade. A maioria da população achava que Madeleine era amante do padre depois de este ter escrito um documento contra o celibato dos padres. Com a gravidez de Philippa Trincant e a suposta paternidade de Grandier, a situação do padre em Loudun começou a se deteriorar.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;É difícil encontrar um escritor da Idade Média ou da Renascença que não tenha como certo que a maioria dos membros que compõem o clero, do mais poderoso prelado ao mais humilde frade, é profundamente libertina.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Grandier era também um homem que possuía boas ligações e tinha grande importância no circulo político. Quando foi preso e considerado culpado de imoralidade a 2 de Junho de 1630, as suas ligações políticas colocaram-no de volta em seu lugar no mesmo ano. Mas o complô para retirar o padre da cidade estava montado, bastando apenas que o grupo encontrasse a motivação certa para atacar Grandier. Após alguns acertos, o bispo de Poitiers abordou o padre Mignon, confessor das freiras ursulinas, e foi elaborado um plano para persuadir algumas das irmãs a fingirem estarem possuídas para denunciar Grandier.</p>
<p style="text-align: justify;">O padre Mignon convenceu imediatamente a madre superiora, Jeanne des Anges, e uma outra freira a participarem no plano. As duas afirmariam que o padre Grandier as tinha enfeitiçado, cedendo a ataques e convulsões, sustendo a respiração e falando em línguas estrangeiras. Jeanne afirmou que tinha sonhos pecaminosos com o padre Grandier, que lhe aparecia na forma de um anjo radiante. Na forma de anjo, seduzia-a para que participasse em atos sexuais, algo que a fazia gritar em delírio à noite. Assim, o padre Mignon e o seu ajudante, o padre Pierre Barre, viram na atividade uma oportunidade para expulsar Grandier, acusando-o de feitiçaria, crime que tinha como punição a fogueira.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Para quem não tinha vocação religiosa, viver num convento do século XVII era apenas uma sucessão de frustrações e aborrecimentos, mitigados em pequenas doses por uma ocasional exaltação religiosa, por fofocas com os visitantes no parlatório e, nas horas vagas, por algum inocente, mas inteiramente estúpido passatempo.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para comprovar a acusação de feitiçaria, os padres Mignon e Barre iniciaram imediatamente um ritual de exorcismo nas freiras possuídas. Várias delas, incluindo Jeanne des Anges, sofreram convulsões violentas durante o procedimento, gritando e imitando movimentos sexuais para os padres. Seguindo o exemplo de Jeanne des Anges, muitas das outras freiras afirmaram ter sonhos pecaminosos. As acusadas começavam a ladrar, gritar, dizer blasfémias e a contorcer os seus corpos subitamente. Durante os exorcismos, Jeanne jurou que ela e outras freiras estavam possuídas por dois demônios chamados Asmodeus e Zabulon. Estes demônios foram enviados às freiras quando o padre Grandier atirou um buquê de rosas para dentro dos muros do convento.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As investigações preliminares de De Cerisay convenceram-no de que não havia possessão autêntica &#8211; somente uma doença, agravada por pequenos estratagemas por parte das freiras, por uma grande dose de malícia de parte do cônego Mignon e pela superstição, pelo fanatismo e pelo interesse profissional dos outros sacerdotes envolvidos no caso.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ciente do perigo que corria, o padre Grandier pediu ao oficial de justiça de Loudun que isolasse as freiras. As ordens do oficial foram ignoradas e os exorcismos e denúncias continuaram. Desesperado, Grandier escreveu uma carta ao arcebispo de Bordeaux que lhe enviou o seu médico pessoal para examinar as freiras, mas as freiras foram presas nas suas clausuras. Não restando mais defesas, Grandier foi condenado à prisão, tortura e por fim, fogueira.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Durante a primavera e o verão de 1634, o principal objetivo dos exorcismos não era a salvação das irmãs, mas a condenação de Grandier. A intenção era provar, pelas palavras saídas da boca do próprio Satã, que o pároco era um feiticeiro e enfeitiçara as freiras.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>Os Demônios de Loudun </em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">A 7 de Dezembro de 1633, o padre Grandier foi preso no Castelo de Angers. O seu corpo foi depilado e os inquisidores levaram a cabo uma busca bem-sucedida ao seu corpo, procurando marcas do demônio. Obviamente encontraram tais marcas (se forjadas ou não, nunca saberemos). O livro faz uma descrição detalhada dos horrores sofridos pelo padre desde sua prisão até a sua morte na fogueira. São detalhes que mexem com o leitor, principalmente se tratando de uma história verídica, uma vez que o livro descreve um fato histórico, registrado nos documentos da santa inquisição francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">A prioresa Jeanne des Anges emergiu do caso com grande notoriedade, e sua fama só continuou a crescer depois da morte de Grandier. Ela tornou-se famosa por supostamente ter o poder de curar surgimentos das marcações milagrosas que apareciam em sua mão. Jeanne des Anges foi considerada santa por muitos; após sua morte, sua cabeça foi preservada em um relicário, e venerada no convento das Ursulinas em Loudun, que foi reconhecido amplamente como um lugar sagrado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Embora frequentemente maniqueístas na prática, a Igreja jamais o foi quanto a seus dogmas. Sob esse aspecto difere de nossas modernas idolatrias, como o comunismo e o nacionalismo, os quais são maniqueístas não só na ação, como também na crença e na teoria. Hoje em dia, é evidente em toda parte que nós estamos do lado da Luz, e eles, do lado das Trevas. E, já que pertencem ao lado das Trevas, eles merecem ser punidos, e devem ser liquidados pelos meios mais cruéis que tivermos em nosso poder.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No apêndice, Huxley, então fascinado pelo poder da mente humana, tentou levantar a hipótese de que o ocorrido em Loudun foi obra de uma histeria coletiva, com o objetivo bem definido de acusar um padre de bruxaria. Segundo o autor, a mente seria capaz, sob determinadas condições e situações, de executar ações que seriam impensadas em uma mente sã. Contudo, o que vemos nesse caso é uma &#8220;caça às bruxas&#8221; da Igreja com o objetivo de eliminar um inimigo, nesse caso um inimigo interno. <em><strong>Os Demônios de Loudun</strong></em> é um livro sensacional e perturbador.</p>
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<h3 style="text-align: center;"><strong><a href="https://amzn.to/3GdMwc7" target="_blank" rel="noopener">Os Demônios de Loudun</a></strong></h3>
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