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	<title>José de alencar &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<title>José de alencar &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<item>
		<title>Lucíola</title>
		<link>https://resumodelivro.net/luciola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Ática]]></category>
		<category><![CDATA[José de alencar]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Lucíola]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro trata de uma história que podemos transportar para os dias atuais. O moralismo que tanto maltratou Paulo e Lúcia, ainda se faz presente em nossa sociedade. Combatemos questões morais sempre com a névoa do conservadorismo a nos espreitar, mesmo que de forma subjetiva.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Lucíola<br /><strong>Autor</strong>: José de Alencar<br /><strong>Editora</strong>: Ática<br /><strong>Páginas</strong>: 127</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/4bO5mrf" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/V1F85G9M7oY" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5665 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-800x450.jpg?x14911" alt="Lucíola, de José de Alencar" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-8-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Lucíola</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Assim como em <em><strong><a href="https://resumodelivro.net/senhora/" target="_blank" rel="noopener">Senhora</a></strong></em>, José de Alencar traz como cenário para esta obra o Rio de Janeiro de meados do século XIX, durante o Segundo Reinado. O autor soube reconhecer os padrões de conduta e valores de uma sociedade em transformação, movida sobretudo pelo dinheiro e preocupada com o status social por ele conferido. Novamente, José de Alencar traz a crítica aos valores sociais em vigência. Em <em><strong>Lucíola</strong></em>, o preconceito moralista de Paulo, personagem narrador, está já na primeira página. Ele escreve uma carta à Sra. G. M., contando sua aventura amorosa com Lúcia. Porém, o objetivo maior é que a destinatária da carta possa publicar a história, sem que Paulo seja vítima do moralismo da sociedade</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Todas as raças, desde o caucasiano sem mescla até o africano puro; todas as posições, desde as ilustrações da política, da fortuna ou do talento, até o proletário humilde e desconhecido; todas as profissões, desde o banqueiro até o mendigo; finalmente, todos os tipos grotescos da sociedade brasileira, desde a arrogante nulidade até a vil lisonja, desfilaram em face de mim, roçando a seda e a casimira pela baeta ou pelo algodão, misturando os perfumes delicados às impuras exalações, o fumo aromático do havana às acres baforadas do cigarro de palha.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>Lucíola &#8211;</em> História</h4>
<p style="text-align: justify;">A história começa em 1855. Paulo era um jovem de 25 anos recém chegado ao Rio de Janeiro, vindo de Olinda. Nos primeiros passeios que deu pela cidade, conheceu Lúcia. Apaixonou-se na primeira vista, enxergando em Lúcia uma encantadora e recatada menina. Porém, seu encanto por Lúcia começou a se desfazer quando Sá, um amigo de Paulo e que no livro representa os valores e os preconceitos da sociedade, disse à Paulo que longe de ser uma senhora, Lúcia era uma mulher atraente.</p>
<p style="text-align: justify;">Paulo, com o ardor da paixão juvenil, não se conteve com os ditos sobre Lúcia e resolveu visitá-la. Já na segunda visita, mudou sua postura, e descobriu a verdadeira Lúcia. Aqui, é importante ressaltar a habilidade e a genialidade de José de Alencar em descrever a cena do primeiro contato físico entre Paulo e Lúcia. Transformada em uma mulher, muito diferente da aparente inocente menina, Paulo não refreou seus sentimentos. Tinha certeza que amava Lúcia. Mas uma festa em casa de Sá, mudaria sua visão.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Se eu amasse essa mulher, que via pela terceira ou quarta vez, teria certamente a coragem de falar-lhe do que sentia; se quisesse fingir um amor degradante, acharia força para mentir; mas tinha apenas sede de prazer; fazia dessa moça uma ideia talvez falsa; e receava seriamente que uma frase minha lhe doesse tanto mais, quanto ela não tinha nem o direito de indignar-se, nem o consolo que deve dar a consciência de uma virtude rígida.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na festa, além de Paulo, Sá, e Lúcia, estavam dois outros boêmios, Cunha, e Rochinha, e três outras prostitutas. Ao final do banquete, após comerem e beberem de forma extravagante, foi solicitado às damas algum tipo de espetáculo. Então, o asco e a ojeriza tomaram conta de Paulo, ao ver, diante de seus olhos, uma performance de Lúcia. Totalmente nua, insinuando-se aos homens presentes, ela dançava, arquejava e se projetava eroticamente, como uma ninfa, sem o menor pudor ou vergonha. A partir daquele momento, Paulo encontrou-se em uma posição difícil, com sentimentos contrários tomando conta de sua existência. De um lado seu amor incontrolável por Lúcia, de outro o pudor e o moralismo por se relacionar com uma cortesã.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo em que tentava se afastar de Lúcia, Paulo buscava se aproximar. Entre sentimentos opostos, vivendo de uma terrível tristeza, Paulo buscou novamente por Lúcia. Em uma nova noite de prazer, descrita por José de Alencar de forma simplesmente incrível, Lúcia entendeu que o seu lugar era com Paulo, e que a sua salvação, para a sua vida profana, estava bem em frente à ela. Mudou-se para uma casa menor; desfez-se de amizades nocivas e mudou sua rotina. Estava mais caseira, afeita aos afazeres de uma dona de casa recatada ao homem que amava.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O rosto cândido e diáfano, que tanto me impressionou à doce claridade da lua, se transformara completamente; tinha agora uns toques ardentes e um fulgor estranho que o iluminava. Os lábios finos e delicados pareciam túmidos dos desejos que incubavam. Havia um abismo de sensualidade nas asas transparentes da narina que tremiam com o anélito do respiro curto e sibilante, e também nos fogos surdos que incendiavam a pupila negra.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Então, somos apresentados a verdadeira história de Lúcia. Nascida em uma família pobre, Lúcia nasceu Maria da Glória, e logo se viu responsável pelo sustento de sua família. Com o surto de febre amarela na cidade, seus pais e irmãos ficaram acamados e impossibilitados de prover o necessário para a família. Sem ter o que comer, procurou por ajuda na casa de Cunha (o mesmo que estava presente na festa na casa de Sá).</p>
<p style="text-align: justify;">Com a malícia e a maldade do homem, Cunha se aproveitou da extrema necessidade pela qual Maria passava e trocou os tostões que deu à menina pela sua virgindade e inocência. Como a situação triste e deplorável de sua família continuasse, Maria continuou a vender seu corpo para poder sustentar a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando soube o que Maria estava fazendo, seu pai a deserdou. Maria então se tornou Lúcia, mudou-se para outra casa e continuou com a vida que imaginava ser o seu destino. Até conhecer Paulo. De sua família, sobrara apenas sua irmã mais nova Ana. Já estabilizados, Lúcia engravidou de Paulo. Mas a marca da profanação de seu corpo ainda era uma ferida psicológica aberta. Sentindo-se suja e impura para ter o filho de Paulo, morreu, grávida. Cumprindo a promessa que fizera, Paulo passou a cuidar de Ana, então com 12 anos.</p>
<h4><em>Lucíola</em> &#8211; Conclusão</h4>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Sabes que terrível coisa é uma cortesã, quando lhe vem o capricho de apaixonar-se por um homem! Agarra-se a ela como os vermes, que roem o corpo dos pássaros, e não os deixam nem mesmo depois de mortos. Como não tem amor, e não pode ter, como a sua inclinação é apenas uma paixão de cabeça e uma excitação dos sentidos, orgulho de anjo decaído mesclado de sensualidade brutal, não se importa de humilhar seu amante. Ao contrário sente um prazer novo, obrigando-o a sacrificar-lhe a honra, a dignidade, o sossego, bens que ela não possui. São seus triunfos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O livro trata de uma história que podemos transportar para os dias atuais. O moralismo que tanto maltratou Paulo e Lúcia, ainda se faz presente em nossa sociedade. Combatemos questões morais sempre com a névoa do conservadorismo a nos espreitar, mesmo que de forma subjetiva. Paulo tinha vergonha de sua história com Lúcia. Lúcia tinha vergonha da vida que levou, mesmo que tenha sido levada à ela por fatores que fugiam de seu controle. A sociedade nunca os perdoou, Paulo era sempre ridicularizado por seus amigos, Lúcia continuava a ser apontada na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Duas questões marcam essa leitura. Primeiro a genialidade da escrita de José de Alencar. Não é sem razão que sua escrita notável foi homenageada e reconhecida por seus contemporâneos, entre eles Machado de Assis. E, por fim, o sentimento de assombro com a certeza de que precisamos avançar muito mais, como sociedade, para suplantar os preconceitos e os falsos moralismos enraizados. </p>
<p>De José de Alencar já publicamos:</p>
<ul>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/senhora/" target="_blank" rel="noopener">Senhora</a></strong></em></li>
</ul>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<h3 style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/4bO5mrf" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/luciola/">Lucíola</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
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		<title>Senhora</title>
		<link>https://resumodelivro.net/senhora/</link>
					<comments>https://resumodelivro.net/senhora/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Sep 2023 13:29:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro Senhora, é considerado como a obra mais bem elaborada de José de Alencar, fazendo parte do chamado 'perfis de mulher', estilo no qual a mulher é quase sempre a protagonista. Esse livro trata de assuntos atemporais, como casamento arranjado, traição, vingança e o amor.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/3RmgALL" target="_blank" rel="noopener">Senhora</a></strong><br /><strong>Autor</strong>: José de Alencar<br /><strong>Editora</strong>: Escala<br /><strong>Páginas</strong>: 205</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <strong><em>Senhora</em></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Nascido em 1829, José de Alencar além de romancista, foi jornalista, político e advogado. Apesar de morrer jovem (44 anos), deixou uma vasta obra, composta de livros importantes para a literatura brasileira, como <em>O Guarani</em>, <em>Iracema</em> e <em>A Viuvinha</em>. O livro <strong><em>Senhora</em></strong>, é considerado como a obra mais bem elaborada de José de Alencar, fazendo parte do chamado &#8216;perfis de mulher&#8217;, estilo no qual a mulher é quase sempre a protagonista. Esse livro trata de assuntos atemporais, como casamento arranjado, traição, vingança e o amor.</p>
<h4><strong><em>Senhora</em></strong> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">O cenário para esse livro é o Rio de Janeiro Imperial, de meados do século XIX, com sua alta sociedade regada a grandes festas. Quando jovem, Aurélia Camargo era ingênua e apaixonada (como todo jovem), mas era também pobre, o que lhe restringia a vida. Apaixonada por Fernando Seixas, Aurélia nutria uma verdadeira idolatria pelo seu amado, que a correspondia até onde suas pretensões econômicas deixavam. Com o casamento por se arranjar, mas com o dote pequeno, Aurélia descobriu, semanas antes da cerimônia, que Fernando havia declinado do compromisso por ter aceitado se casar com Adelaide por um dote substancialmente maior. E Aurélia caiu em tristeza.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não se recusam cem contos de réis. Pensava ele, sem uma razão sólida, uma razão prática. O Seixas não a tem; pois não considero como tal essas palavras ocas de tráfico e mercado, que não passam de um disparate. Queria que me dissessem os senhores moralistas o que é essa vida senão uma quitanda? Desde que nasce um pobre-diabo até que o leve a breca não faz outra cousa senão comprar e vender? Para nascer é preciso dinheiro, e para morrer ainda mais dinheiro. Os ricos alugam os seus capitais; os pobres alugam-se a si, enquanto não se vendem de uma vez, salvo o direito do estelionato.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Acontece que o destino resolveu agraciar Aurélia com uma gorda herança de seu avô, que ela não conhecia. Como era órfã de pai e mãe, Aurélia se tornou milionária da noite para o dia. E, como nova milionária, a vida festeira da alta sociedade carioca se tornou a rotina de Aurélia. Badalada nas festas, requisitada nas danças, Aurélia logo se tornou sinônimo de alegria. A sua principal brincadeira era estipular um valor para cada homem que intentava se casar com ela de olho em seu dote.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Aurélia guardava dentro de si um rancor do tamanho de sua fortuna, um desejo de vingança tão profundo quanto o oceano. Pelas leis da época, Aurélia só poderia tomar decisões sobre sua vida após os 21 anos. Como tinha apenas 18, precisava que seu tutor legal, seu tio, aprovasse não apenas o compromisso, como também escolhesse o esposo. Contudo, Aurélia estava determinada a seguir com seu plano e obrigou seu tio a enviar uma carta a Seixas dizendo que uma distinta senhora gostaria de contrair matrimônio com o dote de 100 contos de réis, uma verdadeira fortuna. Apesar de ficar curioso com a identidade da moça, Seixas deixou que o dinheiro falasse mais alto e não apenas aceitou o compromisso como também pediu 20 contos de réis adiantado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Qual não foi a surpresa de Seixas ao descobrir , no dia do casamento, que sua esposa rica seria a pequena senhora Aurélia Camargo. Surpresa maior foi descobrir que, ao retornar para casa para contrair as núpcias, havia um plano arquitetado por Aurélia. Os dois recém casados iriam aparecer em público, nas festas, nos teatros e nas óperas, com vastos sorrisos e demonstrações de amor. Porém, no íntimo de sua casa seriam como estranhos, chegando a dormir em camas separadas. Aurélia deixou claro que não havia casado com Seixas, havia comprado um marido que lhe serviria para mostrar à sociedade.</p>
<h4><strong><em>Senhora</em></strong> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Na posição de escravo de sua esposa, Seixas deixou-se abater. Incrédulo nos primeiros dias, Seixas logo passou a fazer o jogo para qual havia sido comprado. As relações matrimoniais, quando sozinhos, eram baseadas em vil ironia e escárnio, com Aurélia a todo momento lembrando a Seixas o papel ao qual ele deveria se prestar a encenar. Seixas tornou-se taciturno e buscou com bastante energia conseguir os meios financeiros para comprar sua liberdade. Até que o antigo amor voltou a florescer.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao se encontrarem com amigos no teatro, Aurélia se deparou com a intimidade entre Seixas e Adelaide, sua antiga pretendente. E então o ciúme, animal violento e oportunista, mordeu Aurélia. Mesmo tendo enterrado seu antigo amor por Seixas, Aurélia descobriu que o amor é imortal, e que todo o escárnio e indiferença eram, na verdade, outras formas desse antigo amor.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Aquela que te humilhou, aqui a tens abatida, no mesmo lugar onde ultrajou-te, nas iras de sua paixão. Aqui a tens implorando seu perdão e feliz porque te adora, como o senhor de sua alma.&#8221;</p>
</blockquote>
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<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
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<h3 style="text-align: center;"><strong><a href="https://amzn.to/3RmgALL" target="_blank" rel="noopener">Senhora</a></strong></h3>
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<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p>Até a próxima!</p>
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