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	<title>Platão &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<title>Platão &#8211; Resumo de Livro</title>
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	<item>
		<title>Laques</title>
		<link>https://resumodelivro.net/laques/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Mimética]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Laques]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esse diálogo se encontra dentro do que convencionou-se chamar diálogos socráticos. São diálogos curtos onde Sócrates é o personagem principal e a discussão geralmente gira em torno da apreensão de algum conhecimento. Nesse diálogo, os interlocutores de Sócrates estão à procura da definição do conceito de coragem.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3L6a7jX" target="_blank" rel="noopener"><strong>Laques</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Editora</strong>: Mimética<br /><strong>Páginas</strong>: 34</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Laques</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Esse diálogo se encontra dentro do que convencionou-se chamar diálogos socráticos. São diálogos curtos onde Sócrates é o personagem principal e a discussão geralmente gira em torno da aprensão de algum conhecimento. Nesse diálogo, os interlocutores de Sócrates estão à procura da definição do conceito de coragem.</p>
<h4><em>Laques</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Lisímaco e Melésias estão reunidos observando seus filhos praticando esportes. Os dois lamentam o fato de nunca terem tido oportunidade na vida política de Atenas por questões familiares. Mas concordam em fazer o máximo possível para não cometerem o mesmo erro com seus filhos. Então, ele perguntam aos generais Nícias e Laques qual estudo ou qual tipo de vida era mais adequado para transformar seus filhos em homens de mérito. Os dois pais querem saber se devem ou não fazer com que seus filhos aprendam a hoplomaquia, a arte do manejo das armas e do combate. </p>
<p style="text-align: justify;">Nícias e Laques aceitam dar os conselhos solicitados, mas querem que Sócrates também participe da conversa. Habilmente, uma vez que estava diante de pessoas destacadas na sociedade ateniense, Sócrates pede que Nícias e Laques comecem. Nícias, então, afirma que existe vantagem em aprender a hoplomaquia, pois além de um excelente exercício físico, desenvolve a habilidade no combate e a coragem. Laques direciona o discurso para um lado diferente. Ele pergunta primeiro se a hoplomaquia é uma ciência, como a matemática. Sendo uma ciência, Laques pergunta se ela seria útil à sociedade. Ele dá o exemplo dos espartanos, afeitos às guerras, mas que desprezam a hoplomaquia. </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Sócrates &#8211; Quem é corajoso não somente com relação à dor e ao medo, mas também forte contra os apetites e os prazeres, assim quando os enfrenta como quando foge deles. Há também, Laques, quem revela coragem nessas situções.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sócrates inicia sua participação dizendo que a opinião da maioria não importa, mas importa a opinião de quem conhece o assunto. Outro ponto importante que Sócrates levanta é que o debate que estava ocorrendo era sobre algo que tinha como finalidade aperfeiçoar a alma dos jovens, a coragem. E então Sócrates encaminha o diálogo para responder a pergunta: o que é a coragem?</p>
<p style="text-align: justify;">Laques então diz que coragem é quando um soldado enfrenta o inimigo com firmeza sem fugir ou se esconder. Sócrates rebate essa definição dizendo que na guerra, às vezes é mais sábio recuar para preparar um novo ataque. E que, além disso, a coragem não se manifesta apenas na guerra. Ela pode ser percebida no mar, na vida política e diante de uma doença. Essa definição não é suficiente.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Sócrates &#8211; E se alguém zombar de nós, por ir à escola na idade em que estamos, amparar-nos-emos na autoridade de Homero, quando afirma que a vergonha é ruim companheira de quem necessita.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Laques retoma a palavra e diz agora que a coragem é algo belo e bom, pois a coragem é uma força da alma. Sócrates então diz que nem toda força é coragem. Diz ainda que a força pode vir acompanhada de prudência ou de insensatez, sendo uma definição incompleta pois apresenta duas definições possíveis, mas que são opostas em seus significados.</p>
<p style="text-align: justify;">Nícias retoma o diálogo dizendo que coragem é um saber, que tem por objeto as coisas que se devem temer ou esperar. Sócrates descarta também essa definição, uma vez que médicos, agricultores e artesãos também sabem o que temer ou esperar, mas nem por isso todos são corajosos. Além disso, se coragem é um saber, os homens não deveriam dizer que existem animais corajosos, uma vez que o saber cabe somente à seres humanos racionais. </p>
<h4><em>Laques</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Assim, o diálogo termina como todos os diálogos dessa fase de Platão. Não há uma resposta concreta acerca do que seja a coragem. Somente a definição do que ela não é. Sócrates deixa a lição de que devemos continuar a aprender sobre aquilo de que nada sabemos. Não há vergonha em reconhecer nossa pobreza de conhecimento e em aprender qualquer coisa com qualquer um que queira nos ensinar alguma coisa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Crátilo</title>
		<link>https://resumodelivro.net/cratilo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jun 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Crátilo]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diálogo Crátilo se insere no período socrático da obra de Platão. Durante essa fase os textos de Platão dão ênfase aos pensamentos do personagem Sócrates, sempre na busca por respostas às indagações de seus interlocutores. Esse diálogo inicia uma discussão sobre "o que é conhecer" que terá continuidade no diálogo Teeteto. Crátilo é o diálogo onde Sócrates debate sobre a origem dos nomes, ou ainda, sobre a correção dos nomes.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3RrtQ0X" target="_blank" rel="noopener"><strong>Crátilo </strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Editora</strong>: Mimética<br /><strong>Páginas</strong>: 86 </p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Crátilo </em></h3>
<p style="text-align: justify;">O diálogo <strong><em>Crátilo</em> </strong>se insere no período socrático da obra de Platão. Durante essa fase os textos de Platão dão ênfase aos pensamentos do personagem Sócrates, sempre na busca por respostas às indagações de seus interlocutores. Esse diálogo inicia uma discussão sobre &#8220;o que é conhecer&#8221; que terá continuidade no diálogo <strong><em>Teeteto</em></strong>. <strong><em>Crátilo</em> </strong>é o diálogo onde Sócrates debate sobre a origem dos nomes, ou ainda, sobre a correção dos nomes.</p>
<h4><em>Crátilo </em>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Sócrates é interpelado por Hermógenes e Crátilo a dizer se os nomes são convencionais ou naturais. Ou seja, pede-se que Sócrates elucide a seguinte questão: a linguagem é um sistema de signos arbitrários ou as palavras possuem uma relação intrínseca com as coisas às quais elas se relacionam? </p>
<p style="text-align: justify;">De início, Sócrates diz que da mesma forma como um artista escolhe as cores certas para compor seu quadro, o criador de palavras usa a composição correta de letras para significar aquilo que é o objeto ao qual precisa nomear. Hermógenes, ao contrário, afirma que os nomes existem por força de costumes e convenções, e que por isso, poderiam ser modificados, adotando novos significados, de acordo com as circunstâncias. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;Sócrates &#8211; O nome é, então, um instrumento de ensino e de distinção da entidade, da mesma maneira que a lançadeira o é da teia.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sócrates refuta esse argumento, dizendo que da mesma forma como existem homens nobres e homens sem caráter, existem discursos verdadeiros e falsos. Diz a verdade aquele que faz um discurso verdadeiro e diz uma mentira aquele que faz um discurso falso. Se os nomes pudessem ser modificados facilmente, não faria sentido chamar de cavalo aquilo que chamamos de homem, e vice versa. Estaríamos proferindo um discurso falso modificando os nomes das coisas. Sócrates diz que as coisas precisam ser nomeadas respeitando sua própria natureza e em acordo com essa.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Sócrates &#8211; Os nomes têm uma correção por natureza, e que nem todos os homens sabem pôr o nome adequado a uma coisa qualquer.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Assim como um artesão usará a melhor lançadeira e a mais adequada ao seu propósito para tecer, e um pintor usará as cores mais adequadas ao seu quadro, os homens também precisam utilizar os melhores e mais adequados nomes para nomear as coisas ao seu redor. Utilizamos assim, os nomes criados pelo que Sócrates chama de legislador de nomes, o único capaz de possuir a arte de nomear corretamente as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Então Hermógenes começa a perguntar a Sócrates sobre a origem de nomes diversos. Desde os deuses do Olimpo, passando por sentimentos, e outros nomes mais abstratos, como espirito, pensamento e conhecimento. Sócrates vai, um a um, mostrando à Hermógenes as origens dos nomes. Busca pela origem de tudo aquilo que Hermógenes pergunta, dizendo que os nomes existem por uma motivação e com uma finalidade, pensada por quem assim atribuiu.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Sócrates &#8211; O nome homem significa que os outros animais são incapazes de investigar aquilo para onde olham, ou de o analisar ou de o examinar, mas que o homem olha e, simultaneamente, examina e raciocina sobre o que vê.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4 style="text-align: justify;"><em>Crátilo </em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Os diálogos de Platão possuem uma característica fascinante. São atemporais. Sócrates conversando com Hermógenes na Grécia antiga ainda faz sentido. Ainda discute e ensina sobre a busca pelas origens das coisas. Sabemos hoje a raiz das palavras, mas Sócrates nos ensina a buscar a origem de outras coisas. Quando estamos tristes, ou mesmo felizes, mas também angustiados ou agradecidos, devemos procurar a origem dessas condições. Buscar a raiz de onde esses sentimentos floresceram. Fazer essa pesquisa, essa busca completa pela origem das coisas, certamente nos fará ver que tudo tem um propósito e segue um caminho. Os nomes possuem sua correção na natureza, assim como os sentimentos possuem correção dentro de nós.</p>
<p>De Platão, já publicamos:</p>
<ul>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/parmenides/" target="_blank" rel="noopener">Parmênides</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/criton/" target="_blank" rel="noopener">Críton</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/apologia-de-socrates/" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/fedon/" target="_blank" rel="noopener">Fédon</a></strong></em></li>
<li><em><strong> <a href="https://resumodelivro.net/menon/" target="_blank" rel="noopener">Menon</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/o-banquete/" target="_blank" rel="noopener">O Banquete</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/eutifron/" target="_blank" rel="noopener">Eutífron</a></strong></em></li>
</ul>
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<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eutífron</title>
		<link>https://resumodelivro.net/eutifron/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Eutífron]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia Grega]]></category>
		<category><![CDATA[Piedade]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo de Livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eutífron e Sócrates debatem se as atitudes moralmente corretas que tomamos, assim o fazemos por corresponderem a um comportamento desejado e afeito à divindade, ou se, por outro lado, tomamos atitudes moralmente corretas porque essas atitudes já carregam em si o elemento de correção e, assim, agradam à divindade.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3QEbyZR" target="_blank" rel="noopener"><strong>Eutífron</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Editora</strong>: Mimética<br /><strong>Páginas</strong>: 27</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Eutífron</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Esse diálogo se insere no chamado período socrático das obras de Platão. Nesse momento de sua vasta obra, Platão dá voz aos pensamentos de Sócrates. A característica principal dos diálogos dessa fase é a aporia. Aporia em <span class="oXzekf">grego significa &#8220;caminho inexpugnável, sem saída&#8221; ou &#8220;dificuldade&#8221;. </span><span class="oXzekf">Em filosofia, a aporia é uma dificuldade lógica ou insolúvel. Ou seja, existe uma dúvida primordial a ser tratada. Ela é debatida, pensada e refletida, porém, ao final, não chega-se a nenhuma solução possível ao problema inicial. Descobre-se apenas o que não é determinada coisa, contudo, nunca o que de fato ela é.</span></p>
<h4><em>Eutífron</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">O diálogo é o primeiro da tetralogia que trata do julgamento, condenação, prisão e morte de Sócrates. Ele se passa, na cronologia platônica, no momento em que Sócrates é chamado a prestar esclarecimento no tribunal acerca das acusações que lhe imputaram. Na sequência desse diálogo estão as obras: Apologia de Sócrates, Críton e Fédon.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao se dirigir ao tribunal, Sócrates encontrou com Eutífron, e teve com ele uma conversa acerca do que seria a piedade e a impiedade. Eutífron estava se dirigindo ao tribunal para prestar queixa contra seu pai por homicídio. Segundo Eutífron, seu pai matou um serviçal para fazer justiça, já que este teria também assassinado outro homem. Eutífron afirmou que o direito estava ao seu lado, e por mais que fosse incomum acusar o próprio pai, ele acreditava estar fazendo o que era certo. </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Sócrates &#8211; Eis, então o que ora retificamos na conversa: que aquilo que todos os deuses odiassem seria ímpio e o que amassem seria piedoso. E aquilo que alguns amassem e outros odiassem seria nem uma coisa nem outra; ou, então, ambas?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sócrates aproveitou a particularidade da situação para induzir Eutífron a um debate para definir o que seria a piedade. Ao tentar chegar a um consenso, a obra cria algo que ficou conhecido na Filosofia e na Teologia como o Dilema de Eutífron. Trata-se então de definir se aquilo que é correto moralmente deriva sua correção por corresponder à vontade de Deus, que põe todas as normas; ou se aquilo que é moralmente correto tem essa característica em si e, por isso, é desejada pela divindade. </p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras: Eutífron e Sócrates debatem se as atitudes moralmente corretas que tomamos, assim o fazemos por corresponderem a um comportamento desejado e afeito à divindade, ou se, por outro lado, tomamos atitudes moralmente corretas porque essas atitudes já carregam em si o elemento de correção e, assim, agradam à divindade. Praticamos a justiça porque ela é boa em si mesmo ou para agradar a religião e a sociedade? Ou ainda, para se resguardar de leis punitivas? </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eutífron &#8211; Digo-te simplesmente: que alguém que saiba fazer e dizer as coisas que são agradáveis aos deuses, rezando e sacrificando, realiza atos piedosos que salvam as famílias e as cidades; e as coisas contrárias às que agradam são ímpias: subvertem e destroem tudo.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sócrates, ao perguntar à Eutífron, &#8220;o que é a piedade?&#8221; exigiu que a resposta alcançasse uma série de exigências. Entre elas, a resposta correta precisaria apresentar uma forma de piedade, única, que abarcaria todos os exemplos possíveis de piedade. Eutífron, primeiro, tentou responder apresentando exemplos, mas Sócrates refutou com outros exemplos que não se encaixavam nessa definição. Depois, Eutífron tentou responder dizendo que piedoso seria o que era caro aos deuses. Também refutado por Sócrates por uma simples imposição de situações contrárias em relação à justiça. Assim, segundo Sócrates, piedoso e ímpio seriam idênticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não chegaram a uma conclusão sobre o tema, deixam em aberto uma definição. Porém, ao fazer assim, Sócrates ao menos deixou claro o que seria uma resposta que daria conta da definição de piedade. Uma correta definição não poderia sofrer variação, mas deve se manter estável como um modelo, um paradigma.</p>
<h4><em>Eutífron</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">O diálogo é marcado pela falta de uma resposta definitiva. Como é uma marca dos diálogos dessa fase de Platão, as definições dos conceitos ficam em branco, talvez deixadas assim para serem preenchidas pelo leitor.</p>
<p>De Platão já publicamos:</p>
<ul>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/parmenides/" target="_blank" rel="noopener">Parmênides</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/criton/" target="_blank" rel="noopener">Críton</a></strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/apologia-de-socrates/" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a></strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/fedon/" target="_blank" rel="noopener">Fédon</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/menon/" target="_blank" rel="noopener">Menon</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/o-banquete/" target="_blank" rel="noopener">O Banquete</a></strong></em></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>O Banquete</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-banquete/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jan 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Belo]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Eros]]></category>
		<category><![CDATA[O Banquete]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=2930</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Banquete seria, então, uma reunião com fartura de alimentos, bebidas e ideias. Porém, para além do festa, o que está em jogo é a defesa da Filosofia frente à outras artes, como a Política, a Tragédia e a Comédia.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: O Banquete<br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Editora</strong>: L&amp;PM Pocket<br /><strong>Páginas</strong>: 116</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/4aELHJT" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/bmbmWAkRY9g" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5590 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-800x450.jpg?x14911" alt="O Banquete, de Platão" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-31-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>O Banquete</em></h3>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Eros</strong></em>, na mitologia grega, era um Deus filho de Afrodite. É comum, nos dias atuais, relacionar <strong><em>Eros</em> </strong>com seu significado derivado: erótico ou erotismo. É importante considerar que não existe um consenso sobre a origem de <strong><em>Eros</em></strong>. Nesse diálogo, Platão cria um cenário onde o que estava em jogo era fazer um elogio à Eros. <strong><em>O Banquete</em></strong> seria, então, uma reunião com fartura de alimentos, bebidas e ideias. Porém, para além da festa, o que está em jogo é a defesa da Filosofia frente à outras artes, como a Política, a Tragédia e a Comédia.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eros é, ao que tudo indica, o mais filantrópico dos deuses, o mais benéfico aos homens, médico de males que, ao curar, proporciona o mais completo bem-estar ao gênero humano.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>O Banquete</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Apolodoro conta a um companheiro a história de um evento ocorrido em casa de Agatão (poeta trágico). No dia anterior, uma festa havia ocorrido para congratular Agatão por um prêmio recebido, e todos os presentes haviam bebido em demasia. Portanto, no banquete que foi servido, todos os presentes concordaram em evitar o álcool e fazer, cada um, um elogio ao Deus Eros. Estavam presentes: Agatão; Aristófanes (poeta da Comédia que ridicularizava Sócrates); Erixímaco (Médico); Pausânias (um discípulo de Agatão); Aristodemo (discípulo de Sócrates); Fedro (outro discípulo de Sócrates); e no final, chegou Alcibíadis (Político e discípulo de Sócrates).</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro a discursar foi Fedro. Ele destacou a importância do amor na vida humana, argumentando que era a força motivadora por trás de muitas ações nobres e corajosas. Fedro destacou a ideia de que o amor inspirava os amantes a buscarem a excelência e a virtude, pois desejavam ser vistos de maneira positiva pelos objetos de seu amor. Ele também argumentou que o medo da desonra e da vergonha, quando percebidos pelo amante, serviam como um poderoso impulso para a realização de ações corajosas e justas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Se o erômeno tem o costume de entregar-se a qualquer um por dinheiro, isso não é belo. Estou certo? Dentro do mesmo raciocínio: um eômeno cede a um erasta supostamente íntegro, na esperança de melhorar com esse convívio amistoso; se for engano por ser o companheiro o contrário do que parecia ser (mau, sem caráter), estamos diante de uma bela ilusão. Parece-me que nesse caso o erômeno revelou o que realmente é: fazer tudo a quem quer que seja em nome da virtude e do desenvolvimento pessoal.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pausânias foi o próximo. Em seu discurso, Pausânias destacou a dualidade do amor e a importância de buscar um amor mais nobre, que transcenda o desejo físico e esteja alinhado com valores mais elevados. Para ele existem dois Eros, o Vulgar e o Celestial. O primeiro é mais superficial e está ligado ao desejo sexual sem uma conexão mais profunda. O Celestial é duradouro e está associado ao desejo de uma conexão intelectual e espiritual entre amantes. É um amor mais elevado, que busca a união de almas e a busca conjunta por conhecimento e sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;">O próximo a discursar foi o médico Erixímaco. Ele apresentou um discurso elogiando Eros em seu aspecto cósmico e universal. Ele propôs uma visão mais abrangente do amor, indo além do amor romântico entre indivíduos. Erixímaco sugere que o amor é uma força que permeia todas as coisas, mantendo uma harmonia cósmica. Como médico, Erixímaco destacou o papel curativo do amor. Ele argumentou que o amor bem direcionado pode trazer equilíbrio e curar tanto ao corpo quanto à alma, atuando como um remédio para os males humanos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ato injusto não se ajusta a Eros: nem como agente, nem como paciente, nem de um deu, nem contra um deus, nem de um homem, nem contra um homem. Não padece, se é que padece, violência; violência não lhe apetece. Age, quando age, sem violência. Todos cedem voluntariamente a Eros, em tudo.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O comediógrafo Aristófanes discursou em seguida. Ele fez o discurso mais poético e mitológico do diálogo, descrevendo uma história mítica sobre a origem dos seres humanos e o papel de <em><strong>Eros</strong> </em>nessa narrativa. A história de Aristófanes gira em torno da ideia de que, originalmente, os seres humanos eram seres completos, com duas faces, quatro braços e quatro pernas. Porém, esses seres foram divididos ao meio pelo Deus Zeus como punição por sua arrogância. Desde então, os humanos têm procurado suas outras metades para se sentirem completos novamente. </p>
<p style="text-align: justify;">Aristófanes argumentou que o amor romântico surge da busca pela reunificação com nossa outra metade. <em><strong>Eros</strong></em>, portanto, seria retratado como aquele que guia os amantes na busca pela completude. O elogio de Aristófanes destacou a profunda necessidade humana de conexão e amor romântico, sugerindo que <em><strong>Eros</strong> </em>é o catalisador desse impulso. O amor para Aristófanes é, portanto, desejo.</p>
<p style="text-align: justify;">O tragediógrafo Agatão, anfitrião do Banquete foi o próxima a falar. O discurso de Agatão foi notável por sua ênfase na natureza benevolente e virtuosa de Eros. Agatão destacou a juventude e a beleza de <em><strong>Eros</strong></em>, ressaltando a associação do Deus com características atraentes e encantadoras. Ele argumentou também que <em><strong>Eros</strong></em> era mais do que apenas beleza física; era também um Deus virtuoso. <em><strong>Eros</strong> </em>é descrito como um Deus que busca a bondade, a retidão e a justiça.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Observa bem: Em lugar de conjecturar, não será absolutamente necessário que assim seja: quem deseja, deseja algo que lhe falta, mas, se nada lhe falta, não deseja nada.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, chegou a vez de Sócrates. O filósofo ateniense inicia seu discurso dizendo que Amor é a busca pelo que não se possui. Por isso, Amor não é Belo nem Bom, pois necessariamente Amor é amor do Belo e do Bom. O objeto do Amor sempre está ausente, mas sempre é solicitado. Sócrates diz que não temos como desejar aquilo que já temos. Em seguida, Sócrates tece um discurso sobre a origem de <em><strong>Eros</strong></em>, contada a ele pela sacerdotisa Diotima. Aqui, Eros é o Amor que relaciona o amante ao amado. Um intermediário, ou como diz Sòcrates, um Daemon. Um ser entre o Deus e o Homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Após ser aplaudido por todos, entrou na casa de Agatão o político e discípulo de Sócrates, Alcibíades. Convocando os presentes a continuar a bebedeira do dia anterior, Alcibíades fez um relato peculiar de Sócrates. Disse Alcibíades que, sendo um amante de Sócrates, sempre nutriu por esse os mais ardentes desejos, mentais e corpóreos. Desde os tempos em que foram juntos para os campos de batalha, Alcibíades conta que Sócrates sempre foi aquele que mais possuía controle de si.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas intempéries do clima, sempre estava sereno. Durante as mais perigosas batalhas, Sócrates sempre mantinha a calma. Alcibíades disse, ainda, que tentou de tudo para ter relações sexuais com Sócrates, já que o amor era mútuo entre eles. Mas apesar de todas as investidas, Sócrates sempre se manteve centrado e respeitoso em relação ao seu amante.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ele é intérprete e mensageiro. Leva aos deuses assuntos humanos e traz aos homens instruções divinas. Leva preces e sacrifícios, traz ordens e respostas a sacrifícios. Estando no meio, ele completa uns e outros. Sendo assim, achega o todo a si mesmo. Deus e homem não se misturam, mas é através de Eros que se estabelece o contato e a conversa entre deuses e homens, quer estejam acordados, quer dormindo.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em>O Banquete</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Para concluir o elogio a <em><strong>Eros</strong></em>, Sócrates destacou o amor como um impulso de busca pela beleza e sabedoria, uma aspiração em direção à perfeição e imortalidade. Através dessa perspectiva, Sócrates sugeriu que o amor é um desejo de alcançar algo divino e eterno. Portanto, o elogio de Sócrates a <em><strong>Eros</strong></em>, na verdade, é uma exploração mais profunda do conceito de amor, destacando sua natureza transcendental e sua ligação com a busca pelo Conhecimento e pela Verdade. Segundo sua Teoria das Ideias, os homens partem dos belos corpos às belas formas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O belo se revelará em si mesmo, por si mesmo, sempre uniforme, ao passo que todos os corpos belos participam dele de tal maneira que nascimentos e mortes nada lhe aumentam ou diminuem, em nada o afetam.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ao final dos discursos, todos continuaram a beber. Aristodemo, discípulo de Sócrates, conta que, já no raiar do dia, abriu os olhos. Percebeu que a maioria dormia o sono dos ébrios, mas se mantinham ainda acordados Sócrates, Agatão e Aristófanes, respectivamente a Filosofia, a Tragédia e a Comédia. Todos os três se encontravam ébrios e Aristófanes foi o primeiro a sucumbir, adormecendo. Agatão, mesmo lutando com todas as suas forças também dormiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates, o único que se mantinha acordado e lúcido, vendo que ninguém mais restava, se levantou, e saiu da casa de Agatão para lavar-se e retornar para seus afazeres. Poeticamente, a Filosofia foi a única que se manteve lúcida e acordada no raiar do novo dia, vencendo a Comédia e a Tragédia.</p>
<h5>🌟Outros diálogos do período da Maturidade</h5>
<ul>
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<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/cratilo/" target="_blank" rel="noopener">Crátilo</a></strong></li>
</ul>
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		<title>Mênon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Nov 2023 15:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Ediouro]]></category>
		<category><![CDATA[Mênon]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Virtude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao final, e como é bem comum nos diálogos socráticos, Sócrates e seu interlocutor não conseguem responder a pergunta inicial. E talvez você se pergunte: então o livro não tem fim? E eu te respondo: Não!! E é ótimo não ter fim.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Mênon <br /><strong>Autor</strong>: Platão <br /><strong>Editora</strong>: Ediouro <br /><strong>Páginas</strong>: 34</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/47dt0uh" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/fbW169jNiHg" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5645 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-800x450.jpg?x14911" alt="Mênon, de Platão" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/01/Abertura-2-2-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Mênon </em></h3>
<p style="text-align: justify;">Na tradição filosófica ocidental os diálogos de Platão basicamente se dividem em três &#8216;momentos&#8217; da vida do filósofo ateniense: os primeiros escritos estão na categoria &#8216;diálogos socráticos&#8217; onde o personagem principal é o filósofo Sócrates e a principal característica é a aporia, ou seja, a dúvida. São diálogos que buscam a explicação para perguntas que começam com &#8216;O que é&#8230;&#8217;.</p>
<p style="text-align: justify;">No segundo grupo estão os &#8216;diálogos da maturidade&#8217;, onde Platão inicia um processo de moldar a própria forma de pensar. Sócrates ainda é o principal personagem, mas o pensamento de Platão se torna mais visível, mesmo nas palavras do personagem Sócrates. O terceiro e último grupo é conhecido como &#8216;diálogos da velhice&#8217; onde Platão já quase não utiliza Sócrates como personagem e o seu pensamento está amadurecido. É o momento onde Platão tece as suas principais teorias, como a imortalidade da alma, como a criação e formação do mundo, e sobre o melhor governo. Mas é importante lembrar que essa divisão é um debate quase antigo quanto as obras de Platão.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse diálogo que trago é do primeiro grupo, é um diálogo socrático que busca resposta para a pergunta: &#8216;O que é virtude?&#8217;.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;Mênon &#8211; Podes dizer-me, Sócrates: a virtude é coisa que se ensina? Ou não é coisa que se ensina mas que se adquire pelo exercício? Ou nem coisa que se adquire pelo exercício nem coisa que se aprende, mas algo que advém aos homens por natureza ou por alguma outra maneira?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E Sócrates então colocou em prática o seu famoso método socrático. Através de um jogo de perguntas, levou seu interlocutor a colocar em dúvida todas as suas certezas. Antes de dizer o que é virtude, ele propõe pensar se a virtude é algo que se ensina. Para que seja algo a se ensinar a virtude precisa de mestres versados naquilo que ele chama de conhecimento sobre o que é virtude. Passam a limpo alguns nomes, e Sócrates, com pitadas de ironia e espetadas em seus maiores críticos, mostrou para Mênon que não existem mestres em virtude naquela cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão continua a ser debatida e Sócrates então propôs outra perspectiva. Ele afirmou ser possível que a virtude seja natural ao homem, pois como alguns buscam sempre o bem e outros não, é possível que a alma já tenha apreendido, através de suas inúmeras transmigrações, inclusive através do Hades, o que seja a virtude, e tenha internalizado suas prerrogativas. E nesse momento, Sócrates quis mostrar a Mênon que o que fazemos não é aprender e sim rememorar. Inicia um dos mais conhecidos trechos do diálogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates pediu a Mênon que chamasse um de seus escravos, e Sócrates, novamente através de perguntas, fez o escravo perceber um conhecimento sobre geometria que antes da conversa com Sócrates ele julgava não ter. A versão do diálogo que li conta com uma explicação detalhada dos desenhos que Sócrates vai descrevendo durante a conversa com o escravo de Mênon, e é simplesmente sensacional acompanhar o raciocínio que Sócrates propõe. Ao final, e como é bem comum nos diálogos socráticos, Sócrates e seu interlocutor não conseguem responder a pergunta inicial. E talvez você se pergunte: então o livro não tem fim? E eu te respondo: Não!! E é ótimo não ter fim.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;Mênon &#8211; E de que modo procurarás, Sócrates, aquilo que não sabes absolutamente o que é? Pois procurarás propondo-te procurar que tipo de coisa, entre as coisas que não conheces? Ou, ainda que, no melhor dos casos, a encontres, como saberás que isso que encontraste é aquilo que não conhecias?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Platão deixa para você, leitor, a tarefa de pensar o que é a virtude. A Filosofia não é um saber em si, ela não se fecha em suas teorias. Se você achar uma resposta para uma questão ela nunca será a palavra final. Na minha opinião, Filosofar não é ter devaneios, não é ficar pensando em demasia e esquecer a realidade, não é fazer perguntas vazias. Filosofia é uma atitude diante da vida.</p>
<h5>🌟Outros diálogos do período da Maturidade de Platão</h5>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul class="book-list">
<li class="book-item"><strong><a href="https://resumodelivro.net/o-banquete/" target="_blank" rel="noopener">O Banquete</a></strong></li>
<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/cratilo/" target="_blank" rel="noopener">Crátilo</a></strong></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><strong>👉 <a href="https://resumodelivro.net/platao/" target="_blank" rel="noopener">Ver todos os livros de Platão já resenhados</a></strong></p>
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<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p><!-- wp:html --></p>
<h4 style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/47dt0uh" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></h4>
<p><!-- /wp:html --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
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		<title>Fédon</title>
		<link>https://resumodelivro.net/fedon/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Oct 2023 12:21:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Fédon]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo de Livro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sócrates dividiu corpo e alma como duas partes de um mesmo ser. Partes complementares, porém distintas uma da outra. O corpo é o terreno das sensações, sendo aquele que atrapalha a alma a conhecer a verdadeira natureza das coisas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Fédon <br /><strong>Autor</strong>: Platão <br /><strong>Páginas</strong>: 66</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/45iXA4h" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/J5sVajEALYs" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5570 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-800x450.jpg?x14911" alt="Fédon, de Platão" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-26-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Fédon</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Como é a existência após a morte? Esse diálogo de Platão situa-se na última reunião de Sócrates com alguns de seus discípulos. Sócrates já havia sido julgado e condenado pelo tribunal de Atenas e aguardava a execução da pena na cadeia. No dia em que iria se consumar a execução, Fédon, um de seus seguidores, ouviu de Sócrates uma reflexão sobre a imortalidade da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates dividiu corpo e alma como duas partes de um mesmo ser. Partes complementares, porém distintas uma da outra. O corpo é o terreno das sensações, sendo aquele que atrapalha a alma a conhecer a verdadeira natureza das coisas. Dessa forma, apenas os filósofos conhecem realmente o sentido da existência, e por procurar a verdade nas coisas estão prontos para a morte, que seria, na verdade, um novo começo junto da sabedoria.</p>
<p style="text-align: justify;">O argumento de Sócrates é comprovado através de frases concisas e de perguntas que já contêm as respostas. Se o filósofo passa a sua existência inteira em busca da sabedoria, se ele busca habituar a alma a manter-se afastada das sensações que o corpo lhe proporciona, e considerando que a morte é a etapa que verdadeiramente separa o corpo da alma, e que esta irá encontrar a sabedoria pura após o desenlace com o corpo, porque então o filósofo irá temer a morte? porque o filósofo não irá, ao contrário, sentir-se em jubilo por se aproximar o tão esperado momento de sua vida: aproximar-se da sabedoria plena?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ter uma alma desligada e posta à parte do corpo, esse não é o sentido exato da palavra morte?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na teoria dos contrários, Sócrates afirma que tudo o que existe vem de seu contrário, e que depois de sua existência volta a ser esse contrário, algo que é maior era menor, e quando deixar de existir voltará a ser menor. Assim, o que é vivo veio do que estava morto, em um círculo infinito de composições. Dessa forma, Sócrates tenta comprovar para seus interlocutores que a alma, sendo parte integrante do ser, mas distinta do corpo, após a morte desse ser, voltará para um lugar onde ficará perto dos deuses e da sabedoria para depois voltar a compor-se com um corpo nesse plano de existência.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates também versa sobre a sua teoria das Ideias, onde a realidade é em si mesma por conta da ideia pura dessa realidade, por exemplo: uma cabeça é maior do que a outra não em comparação com aquela que é pequena, ela é maior por causa da ideia de grandeza. E assim acontece com todas as realidades em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejo esse diálogo como a cosmogonia de um povo antigo, ou seja, a forma como esse povo enxergava e explicava o mundo que o rodeava. Dessa forma, Sócrates explica que as almas daqueles que buscaram o saber estão destinadas a voltar em animais corretos em suas tarefas, como formigas, ou ainda voltar em seres humanos de extrema honestidade. Quanto às almas daqueles que intensificaram seus laços com o corpo, e ficaram atentos apenas às vontades corpóreas, estes vagarão nos cemitérios e encontrarão retorno apenas em animais de um estrato mais baixo como asnos e lobos.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Uma vez evidenciado que a alma é imortal, não existirá para ela nenhuma fuga possível a seus males, nenhuma salvação, a não ser tornando-se melhor e mais sábia.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No diálogo ainda é possível ver que outro autor de grande valor, Dante Aligheri, bebeu da fonte chamada Platão: já no final do diálogo, Sócrates explica a seus ouvintes para onde as almas, boas e más, são levadas: para Aqueronte, um rio que representa o paraíso; ou para Cocito, um rio que representa o inferno. Além disso, há o mar chamado Tártaro que representa o purgatório. As referências são enormes.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra singularidade que me chamou atenção foi o fato de Sócrates tratar seus ouvintes como discípulos e não se sentir com medo ou aversão à morte que se aproximava. Diz ele que algo maior o esperava na morte e que a proximidade com a sabedoria e com os deuses transformaram aquele instante em um momento de alegria e não de tristeza. Isso me lembra outro grande pensador que também se portou de forma parecida aproximadamente 350 anos depois: Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro foi escrito há muito tempo, mas a mensagem do livro é muito atual: preocupe-se menos com o corpo e mais com a alma, pois sendo terreno de sensações, o corpo pode traí-lo, enquanto que a alma sempre terá lugar reservado junto aos deuses.</p>
<h5>🏛️ Outros diálogos do período da Velhice</h5>
<ul>
<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/parmenides/" target="_blank" rel="noopener">Parmênides</a></strong></li>
</ul>
<p><strong>👉 <a href="https://resumodelivro.net/platao/" target="_blank" rel="noopener">Ver todos os livros de Platão já resenhados</a></strong></p>
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		<title>Apologia de Sócrates</title>
		<link>https://resumodelivro.net/apologia-de-socrates/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2023 09:32:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Apologia de Sócrates]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Saraiva]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para aqueles que nunca leram Platão, esse talvez seja um excelente 'batismo'. Um livro curto, basicamente um monólogo de Sócrates, e que se passa dentro de um tribunal, durante o seu julgamento.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/3PiMWof" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a></strong><br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Editora</strong>: Saraiva<br /><strong>Páginas</strong>: 144</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <strong><i>Apologia de Socrates</i></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Esse diálogo platônico faz parte de uma tetralogia (não-oficial) referente à morte de Sócrates. O primeiro diálogo é <i>Eutífron</i>, em que Sócrates, ainda livre, vai para o tribunal a fim de conhecer as acusações que lhe foram movidas pelo jovem Meleto; a seguir vem <strong><i>Apologia de Socrates</i></strong>, com a descrição do processo; depois <i>Críton</i>, com a visita de seu amigo mais querido ao cárcere; e <em>Fé</em><i>don</i>, com os últimos instantes de vida e o discurso sobre a imortalidade da alma.</p>
<p style="text-align: justify;">Para aqueles que nunca leram Platão, esse talvez seja um excelente &#8216;batismo&#8217;. Um livro curto, basicamente um monólogo de Sócrates, e que se passa dentro de um tribunal, durante o seu julgamento. Na verdade, é só um trecho do julgamento pois a acusação já havia sido lida e cabia à Sócrates fazer a sua defesa. Após a defesa, há a votação e a posterior condenação do filósofo. Mas não se engane, saber o final da história não estraga o livro.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que vós, cidadãos atenienses, haveis sentido, com o manejo dos meus acusadores, não sei; certo é que eu, devido a eles, quase me esquecia de mim mesmo, tão persuasivamente falavam. Contudo, não disseram, eu afirmo, nada de verdadeiro. Mas, entre as muitas mentiras que divulgaram, uma, acima de todas, eu admiro: aquela pela qual disseram que deveis ter cuidado para não serdes enganados por mim, como homem hábil no falar.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><strong><i>Apologia de Socrates </i></strong>&#8211; História</h4>
<p>Sócrates foi acusado de cometer 3 crimes:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Sócrates comete crime corrompendo os jovens e não considerando como deuses os deuses que a cidade considera, porém outras divindades novas.&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Assim, além de não acreditar nos deuses da cidade, Sócrates tentou incluir novos deuses e, acima de tudo, corromper os jovens ensinando conhecimentos que causariam danos à política e à sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, Sócrates iniciou seu discurso dizendo que investigava se o oráculo de Delfos estava correto em dizer que ele era o homem mais sábio. O filósofo desenvolveu seu pensamento e concluiu que sim, ele era o mais sábio, posto que em nenhum momento ousou afirmar que sabia alguma coisa, ao contrário daqueles que se diziam sábios sem possuir qualquer inteligência.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Examinando esse tal, e falando com ele, afigurou-se-me que esse homem parecia sábio a muitos outros e principalmente a si mesmo, mas não era sábio. Procurei demonstrar-lhe que ele parecia sábio sem o ser. Então, pus-me a considerar, de mim para mim, que eu sou mais sábio do que esse homem, pois que, ao contrário, nenhum de nós sabe nada de belo e bom, mas aquele homem acredita saber alguma coisa, sem sabê-la, enquanto eu, como não sei nada, também estou certo de não saber.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Sócrates se defendeu utilizando sua famosa maiêutica, a arte de levar seus interlocutores a descobrir o conhecimento através da multiplicação de perguntas. Diante de Meleto, um dos acusadores, Sócrates mostrou que este, apesar de acusar o filósofo de corromper os jovens, na verdade não tinha nenhum apreço pela juventude e nem compaixão ou preocupação por eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a votação, Sócrates se surpreendeu com a contagem apertada de votos. Ele foi sentenciado a morte por uma diferença de apenas 30 votos, mas quando propuseram que ao invés da pena capital Sócrates aceitasse o exílio, o filósofo perguntou de que adiantaria viver, se o conhecimento precisasse ser tolhido.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não estás falando bem, meu caro, se acreditas que um homem, de qualquer utilidade, por menor que seja, deve fazer caso dos riscos de viver ou morrer, e, ao contrário, só deve considerar uma coisa: quando fizer o que quer que seja, deve considerar se faz coisa justa ou injusta, se está agindo como homem virtuoso ou desonesto.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><strong><i>Apologia de Socrates </i></strong>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Como em todos os seus diálogos, Platão coloca na boca de Sócrates palavras e pensamentos que reverberam por muito tempo após a leitura. Questões sobre a vida e a morte; o conhecimento e a ignorância; a justiça e a injustiça; a verdade e a mentira; e muitos outros estão presentes nessa obra.</p>
<p style="text-align: justify;">É impressionante como Platão ainda hoje faz sentido, e eu já não sei se fico maravilhado por isso ou terrivelmente desiludido com a humanidade pelo mesmo motivo.</p>
<p>De Platão já publicamos:</p>
<ul>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/parmenides/" target="_blank" rel="noopener">Parmênides</a> </em></strong></li>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/criton/" target="_blank" rel="noopener">Críton</a></em></strong></li>
</ul>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
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<p><!-- wp:html --></p>
<h3 style="text-align: center;"><strong><a href="https://amzn.to/3PiMWof" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a></strong></h3>
<p><!-- /wp:html --></p>
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<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Críton</title>
		<link>https://resumodelivro.net/criton/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2023 09:22:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Críton]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Sócrates]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante os 30 dias em que esteve preso, Sócrates recebeu os seus amigos e conversou com eles. Uma manhã, o discípulo Críton foi ter com ele para fazer-lhe uma proposta de fuga. O diálogo com Críton e as decisões de Sócrates de se manter no cárcere estão presentes nesse diálogo platônico.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/3PtFLL8" target="_blank" rel="noopener">Críton</a></strong><br /><strong>Autor</strong>: Platão<br /><strong>Páginas</strong>: 96</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em><span lang="PT">Críton </span></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Após ser julgado e condenado a pena de morte, conforme visto no diálogo <em><strong>Apologia de Sócrates</strong></em>, <span lang="PT">Sócrates deixou os juízes e foi para a prisão, mas teve que esperar mais de um mês no cárcere, pois uma lei vedava as execuções capitais durante a viagem votativa de um navio sagrado a Delos. Este navio sagrado se encaminhava todos os anos à ilha natal de Apolo para celebrar a ajuda que o Deus Apolo havia dado a Teseu para vencer um minotauro que obrigou, durante anos, Atenas a pagar um cruel tributo. A lei exigia que nenhuma execução tivesse lugar antes do regresso do navio. Por isso, Sócrates ficou preso por 30 dias.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span lang="PT">Durante estes 30 dias, Sócrates recebeu os seus amigos e conversou com eles. Uma manhã, o discípulo Críton foi ter com ele para fazer-lhe uma proposta de fuga. O diálogo com Críton e as decisões de Sócrates de se manter no cárcere estão presentes nesse diálogo platônico.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;</em>Oxalá, Críton, fosse o povo capaz de praticar os maiores males, para ser capaz também dos maiores benefícios! Seria esplêndido. Não o é, porém, nem destes nem daqueles. Incapaz de dar o siso, bem como de tirá-lo, ele obra ao sabor do acaso.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Críton, rico cidadão ateniense propôs a Sócrates uma fuga. Sócrates seria levado a uma cidade vizinha para ali passar o restante dos seus dias, cercados de amigos, discípulos e morando em uma cidade que, verdadeiramente, iria valorizar seus pensamentos e ensinamentos. Mas Sócrates disse não. E entabulou com Críton uma conversa sobre justiça e injustiça, leis e pátria.</p>
<p style="text-align: justify;">Sócrates perguntou à Críton que tipo de cidadão seria ele se, após todos aqueles anos em que havia usufruído da cidadania ateniense, escolhesse fugir como um ladrão ou um assassino qualquer. O que diriam as pessoas na nova cidade, ou ainda, que tipo de valor dariam às suas palavras, quando soubessem que Sócrates havia burlado uma decisão baseada nas leis de Atenas. Então as Leis de Atenas não haviam servido para ele, Sócrates, por 70 anos?</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Portanto, reflete: não achas acertado dizer que nem a todas as opiniões dos homens se deve acatamento, mas a umas sim e outras não? E não às de todos, mas às de uns sim e às de outros não?&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não havia Sócrates casado, criado e educado seus filhos sob as leis da cidade? Não haviam as leis da cidade servido de chão seguro para que Sócrates pudesse disseminar seus pensamentos e ensinamentos? E agora, iria ele dizer que essas mesmas leis não mais serviriam? Como pensar em ser justo se, com a fuga, Sócrates estaria cometendo uma injustiça para com os outros cidadãos atenienses?</p>
<h4><em>Críton</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser um diálogo curto, Sócrates nos ensina sobre ser justo mesmo quando as ações possam nos prejudicar. Para uma vida justa e com retidão de ações e palavras, há que ser justo, acima de tudo, consigo mesmo. Trate a si com justiça e tratará a todos da mesma forma. Como sempre, Platão nos ensina como se tornar uma pessoa melhor, como viver uma vida condizente com nossos pensamentos e ações.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ainda que tenhamos de experimentar momentos quer ainda mais dolorosos, quer mais suaves, o procedimento injusto, em qualquer hipóteses, não é sempre, para quem o tem, um mal e uma vergonha?&#8221;</p>
</blockquote>
<p>De Platão já publicamos:</p>
<ul>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/parmenides/" target="_blank" rel="noopener">Parmênides</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/apologia-de-socrates/" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/fedon/" target="_blank" rel="noopener">Fédon</a> </strong></em></li>
<li><em><strong><a href="https://resumodelivro.net/menon/" target="_blank" rel="noopener">Menon</a></strong></em></li>
</ul>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
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<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<h3 style="text-align: center;"><strong><a href="https://amzn.to/3PtFLL8" target="_blank" rel="noopener">Críton</a></strong></h3>
<p><!-- wp:html --></p>
<p><!-- /wp:html --></p>
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		<title>Parmênides</title>
		<link>https://resumodelivro.net/parmenides/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 00:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Parmênides]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro das obras platônicas esse diálogo é amplamente considerado como um dos diálogos mais desafiadores e enigmáticos de Platão. Com uma linguagem rebuscada e repleta de diálogos densos, Parmênides pretende ser o relato de um encontro entre três grandes filósofos: Parmênides, Zenão e Sócrates.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <strong><a href="https://amzn.to/44Q17rj" target="_blank" rel="noopener">Parmênides </a></strong><br /><strong>Autor</strong>: Platão <br /><strong>Páginas</strong>: 144</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <strong><em>Parmênides</em> </strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Dentro das obras platônicas esse diálogo é amplamente considerado como um dos diálogos mais desafiadores e enigmáticos de Platão. Com uma linguagem rebuscada e repleta de diálogos densos, <strong><em>Parmênides</em> </strong>pretende ser o relato de um encontro entre três grandes filósofos: Parmênides, Zenão e Sócrates.</p>
<p style="text-align: justify;">Parmênides foi um dos fundadores da ontologia (grosso modo, é ramo da filosofia que se volta para o entendimento do que é o Ser) e influenciou toda a história da filosofia ocidental. Entre seus discípulos está Zenão de Eléia, a quem é creditada a invenção da dialética. E Sócrates aqui era apenas um jovem de 19 anos, mas já demonstrando todo o amor e o empenho em buscar a verdade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;De forma alguma, teria respondido Sócrates, as coisas que vemos, existem mesmo; admitir ideias para tudo isso, afigura-se-me sobremodo estranho. Porém frequentes vezes me sinto inquieto sobre aceitarmos ou não a conclusão de que o que serve para um caso é válido para todos. Mas, quando chego a esse ponto fujo à toda pressa, de medo de cair nalgum abismo de insensatez e nele perecer.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><strong><em>Parmênides</em> </strong>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário dos outros diálogos, é Sócrates quem faz a provocação inicial. Ele afirma que uma coisa pode ser semelhante e diferente, a uma ou muitas outras coisas, por participar nas Formas de Semelhança e Diferença, de Unidade e Pluralidade. Diz Sócrates: &#8220;Eu sou um homem e, como tal, participo da Forma de Unidade, mas também tenho muitas partes e, a esse respeito, participo da Forma da Pluralidade&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ponto, Parmênides assume as rédeas do diálogo e domina as palavras até o final. Aqui, entra um importante ponto: aos que não têm alguma familiaridade com a filosofia de Platão, é difícil entender o que Sócrates entende por Formas. A Teoria das Formas é um dos arcabouços principais de toda a filosofia platônica: Platão diz que as Formas são as essências não físicas de todas as coisas, das quais os objetos e matérias no mundo físico são meramente imitações.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;O Uno, por conseguinte, não está em parte alguma, nem em si mesmo nem no que quer que seja.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parmênides, então, contradiz essa Teoria. Para ele todo o nosso conhecimento é tal com respeito ao nosso mundo, não ao mundo das Formas, enquanto o Conhecimento ideal é o conhecimento das coisas não do nosso mundo, mas do mundo das Formas. Portanto, não podemos conhecer as Formas. Além do mais, os deuses que habitam no mundo divino não podem ter conhecimento de nós, e nem pode sua maestria ideal nos governar.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que confunde mesmo é a discussão sobre o Uno. Existem algumas hipóteses sobre o que é discutido nesse diálogo. A primeira discussão diz que o um não pode ser feito de partes, porque então o um seria feito de muitos. Nem pode ser um todo, porque o todo é feito de partes. Assim, o um não tem partes e não é um todo. Não tem começo, nem meio, nem fim, porque são partes, portanto, é ilimitado. Não tem forma porque não é linear nem circular: um círculo tem partes todas equidistantes do centro, mas um não tem partes nem centro; não é uma linha porque uma linha tem um meio e dois extremos, que um não pode ter. Assim, o um não tem forma. O um não pode estar em nada nem em si mesmo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">&#8220;A esse modo, se o Uno é, terá de ser tudo, como também, não será nada, tanto em referência a ele mesmo como às outras coisas.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A segunda hipótese fala que o um faz parte do ser e vice-versa. O ser é parte do um, o um é um todo que é um grupo de seções. O um não participa do ser, então deve ser uma única parte. O ser é ilimitado e está contido em tudo, por grande ou pequeno que seja. Portanto, como o um é parte do ser, ele é dividido em tantas partes quantas forem, portanto, está inacabado.</p>
<p style="text-align: justify;">E a última, porém não menos confusa parte, diz: se o um não é, participa de tudo diferente dele, então tudo é parcialmente um. Similaridade, dessemelhança, grandeza, igualdade e pequenez pertencem a ele, uma vez que o um é semelhante a si mesmo, mas diferente de tudo o que é, mas pode ser grande ou pequeno no que diz respeito à dissimilaridade e igual no que diz respeito à semelhança. Então o um participa do não-ser e também do ser. Portanto, o um se torna e perece e, como participa do não-ser, permanece.</p>
<h4><strong><em>Parmênides </em></strong>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Parmênides </em></strong>é uma obra para ler várias e várias vezes para tentar, ao menos, compreender parte dessa magnífica entidade chamada Filosofia Platônica.</p>
<p>De Platão já publicamos:</p>
<ul>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/criton/" target="_blank" rel="noopener">Críton</a> </em></strong></li>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/apologia-de-socrates/" target="_blank" rel="noopener">Apologia de Sócrates</a> </em></strong></li>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/fedon/" target="_blank" rel="noopener">Fédon</a> </em></strong></li>
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