<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Teatro &#8211; Resumo de Livro</title>
	<atom:link href="https://resumodelivro.net/tag/teatro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://resumodelivro.net</link>
	<description>Um blog sobre livros</description>
	<lastBuildDate>Sat, 07 Mar 2026 23:20:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2023/07/2-150x150.png</url>
	<title>Teatro &#8211; Resumo de Livro</title>
	<link>https://resumodelivro.net</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Coriolano</title>
		<link>https://resumodelivro.net/coriolano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 14:05:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Coriolano]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Resumo de Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=4972</guid>

					<description><![CDATA[<p>Acima de tudo, Shakespeare analisa e ser humano: apesar de sua força e bravura, Coriolano é vulnerável às emoções humanas, como ressentimento e desejo de vingança, mostrando que mesmo os mais poderosos são moldados por suas fraquezas.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/coriolano/">Coriolano</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/4d7BCXD" target="_blank" rel="noopener"><strong>Coriolano</strong></a>
<strong>Autor</strong>: William Shakespeare
<strong>Editora</strong>: Ridendo Castigat Mores
<strong>Páginas</strong>: 114</p>

<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Coriolano</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Shakespeare escreveu essa peça nos mesmos anos em que escreveu Antônio e Cleópatra. Essas duas peças são as suas últimas tragédias. O autor se inspirou em um personagem histórico real: o general romano Caio Márcio Coriolano.</p>

<h4><em>Coriolano</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça começa com um clima tenso e tumultuado em Roma. A cidade está enfrentando uma crise: o povo está faminto devido à falta de grãos, e a tensão entre a classe plebeia e os patrícios (a aristocracia) está no auge. O povo, indignado, acusa Caio Márcio pela falta de grãos, e criticam a aristocracia de acumularem provisões e negligenciarem suas necessidades. Esse descontentamento leva à revolta, e os cidadãos estão prontos para se amotinar.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse cenário que somos apresentados a Caio Márcio. Ele é um general romano conhecido por seu desprezo pelos plebeus e sua atitude arrogante. Para ele, os plebeus são ingratos e indignos de compaixão, o que aumenta ainda mais as tensões entre ele e o povo. Para o general os plebeus não são dignos dos grãos por causa de sua falta de serviço militar.</p>

<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Márcio &#8211; Sois o opróbio de Roma, sois rebanho&#8230; Que as úlceras e as chagas vos emplastrem, para que vos torneis aborrecidos antes mesmo de terdes sido vistos, e cada um a infecção transmista aos outros, contra o vento, a uma milha de distância. Almas de pato com feitio de homens!&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É nesse cenário conturbado que Roma, fragilizada internamente e com divisões sociais profundas, recebe a notícia da guerra com os volscos. Os volscos eram um povo itálico que frequentemente entrava em conflito com Roma por questões territoriais e de influência na região. Eles buscavam expandir seu domínio e resistir à crescente hegemonia romana.</p>
<p style="text-align: justify;">Roma, por sua vez, estava defendendo sua posição estratégica e sua honra. A cidade de Corioli, que era um importante reduto dos volscos, tornou-se o foco do conflito. Para Roma, conquistar Corioli significava não apenas enfraquecer os volscos, mas também reafirmar sua supremacia militar e política na região. Assim, de um lado estava o general Caio Márcio e seu exército poderoso, de outro o general volsco Tullus Aufidius.</p>

<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Coriolano &#8211; Preferira que ao sol o crânio todo me arranhassem, quando soasse o alarma, a aqui sentar-me sem fazer coisa alguma e ouvir meus nadas transformados em monstros assombrosos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Caio Márcio, apesar de ferido, demonstrou uma coragem extraordinária na batalha contra os volscos, o que lhe garantiu a vitória e o título de &#8220;Coriolano&#8221;, por ter derrotado a cidade de Corioli. Após a batalha, ele retornou para Roma como um herói. Sua bravura e liderança foram amplamente reconhecidas, e ele foi recebido com grande celebração e aclamação pública. Como recompensa por seus feitos, o cônsul oferece a Coriolano uma parte significativa do tesouro capturado dos volscos.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, ele recusa a recompensa material, pedindo apenas a liberdade de um prisioneiro que era seu amigo. Esse gesto de generosidade aumenta ainda mais sua popularidade entre os soldados e o povo. Além disso, Coriolano decidiu concorrer para o cargo de cônsul, ganhando apoio do senado. No entanto, sua postura política conservadora e seu desprezo pela plebe geraram conflitos. Ele propôs que os grãos, que eram escassos na época, fossem distribuídos apenas se os direitos da plebe fossem revogados, o que causou grande indignação entre os cidadãos comuns.</p>

<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Coriolano &#8211; Vil matilha de cães, cujo mau hálito odeio como o pântano empestado, e cuja simpatia estimo tanto quanto o cadáver insepulto e podre que deixa o ar corrompido e irrespirável: sou eu que vos desterro, e aqui vos deixo com vossa inconsistência.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Então, entram em ação Bruto e Sicínio, tribunos do povo, representantes eleitos para defender os interesses da plebe romana. Eles decidem incitar um motim plebeu em oposição à nomeação de Coriolano. Este fica furioso e um faz uma dura crítica ao governo popular, especialmente a ideia de que o poder político seja compartilhado com a plebe. Ele acredita que o povo comum é incapaz de tomar decisões sábias e que a democracia enfraquece a autoridade e a estabilidade do Estado. Para ele, o governo deve ser liderado por uma elite de patrícios, que possuem a educação e a experiência necessárias para governar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta dessa opinião, Coriolano é banido de Roma. Ele então se volta para seus antigos inimigos, os volscos. Para se vingar, Croiolano decide invadir Roma com a ajuda do exército volsco, mas é persuadido pela sua mãe. Então, Coriolano é tratado como traidor pelos volscos. Aufídio, que havia sido derrotado no campo de batalha, também saiu com sua honra ferida diante da traição de Coriolano. Aproveitou a chance que teve e saciou sua sede de vingança assassinando Coriolano.</p>

<h4><em>Coriolano</em> &#8211; Conclusão</h4>
<!--StartFragment -->
<p style="text-align: justify;">A peça explora as tensões entre a aristocracia e a plebe, destacando os desafios de governar uma sociedade dividida. Shakespeare questiona os limites da democracia e da autoridade elitista. Coriolano é um exemplo clássico de um herói trágico cujo orgulho e inflexibilidade levam à sua queda. Isso reflete como virtudes podem se transformar em defeitos fatais. Shakespeare apresenta um olhar crítico sobre a política, mostrando como interesses pessoais e ideologias podem influenciar decisões que afetam toda a sociedade. Além disso, a peça examina os dilemas de lealdade, tanto no contexto familiar quanto político, e como a traição pode surgir de conflitos internos e externos. Acima de tudo, Shakespeare analisa o ser humano: apesar de sua força e bravura, Coriolano é vulnerável às emoções humanas, como ressentimento e desejo de vingança, mostrando que mesmo os mais poderosos são moldados por suas fraquezas.</p>
De William Shakespeare já publicamos:
<ul>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/a-tempestade/">A Tempestade</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/romeu-e-julieta/">Romeu e Julieta</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/hamlet/">Hamlet</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/a-megera-domada/" target="_blank" rel="noopener">A Megera Domada</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/antonio-e-cleopatra/" target="_blank" rel="noopener">Antônio e Cleópatra</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/a-comedia-dos-erros/" target="_blank" rel="noopener">A Comédia dos Erros</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/otelo/" target="_blank" rel="noopener">Otelo</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/a-tragedia-do-rei-ricardo-ii/" target="_blank" rel="noopener">A Tragédia do Rei Ricardo II</a> </em></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/sonho-de-uma-noite-de-verao/" target="_blank" rel="noopener">Sonho de Uma Noite de Verão</a></em> </strong></li>
 	<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/rei-lear/" target="_blank" rel="noopener"><em>Rei Lear</em></a> </strong></li>
 	<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/romeu-e-julieta-2/" target="_blank" rel="noopener"><em>Romeu e Julieta</em> </a></strong></li>
 	<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/tudo-bem-quando-termina-bem/" target="_blank" rel="noopener">Tudo Bem Quando Termina Bem</a></em></strong></li>
</ul>
<!--EndFragment -->

Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a>

<!-- /wp:post-content -->

<!-- wp:paragraph -->
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
Compre na <strong><a href="https://amzn.to/4d7BCXD" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></strong>

Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong>

Até a próxima!<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/coriolano/">Coriolano</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Tartufo ou O Impostor</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-tartufo-ou-o-impostor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Feb 2025 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Martin Claret]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Molière]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Tartufo ou o Impostor]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=4567</guid>

					<description><![CDATA[<p>A genialidade de Molière está em trazer à cena questões de sua época, discuti-las sob o véu do cômico, e criticar a sociedade em que ele estava inserido. </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-tartufo-ou-o-impostor/">O Tartufo ou O Impostor</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3X7CxAm" target="_blank" rel="noopener"><strong>O </strong><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="2jrhbc-nziecr-uu4db4-k0rin2" data-cel-widget="productTitle"><strong>Tartufo ou o Impostor </strong></span></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Autor</strong>: Molière</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Editora</strong>: Martin Claret</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Páginas</strong>: 160</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>O <span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="2jrhbc-nziecr-uu4db4-k0rin2" data-cel-widget="productTitle">Tartufo ou o Impostor</span></em></h3>
<p>Encenado pela primeira vez em 1664, Tartufo é uma comédia teatral de Molière . Os personagens da peça são considerados entre os maiores papéis do teatro clássico.</p>
<h4><em><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="2jrhbc-nziecr-uu4db4-k0rin2" data-cel-widget="productTitle">O Tartufo ou o Impostor </span></em>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Acompanhamos a família de Orgon e Elmire que está vivendo uma situação conflitante. Os demais membros da família perceberam há muito tempo que o patriarca, Orgon, está sendo vítima das farsas contadas por Tartufo, um impostor piedoso. Tartufo finge ser piedoso e falar com autoridade divina, e Orgon não toma mais nenhuma atitude sem primeiro consultá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se já não bastasse todo o poder exercido por Tartufo sobre Orgon, a família recebe uma terrível notícia. Orgon decide que sua filha, Mariane, irá desposar Tartufo. Acontece que Mariane já tinha o seu casamento apalavrado com Valére. A dama de companhia, Dorine, tenta contornar a situação, mas Orgon logo a coloca em seu lugar, e Mariane aceita os desígnios do pai, mesmo que isso fira seus sentimentos por Valère.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Acontece com os falsos devotos o que se dá com os falsos bravos; como não vê aonde a honra os leva, os bravos verdadeiros não são os que fazem muito barulho, nem os devotos bons e verdadeiros, cujas pegadas devem ser seguidas, são os que fazem tanto alarde.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A família então tenta montar uma armadilha para pegar o falso Tartufo. Percebendo que ele corteja em demasia Elmire, esposa de Orgon, armam um encontro entre os dois, com o objetivo de desmascarar Tartufo. Mas o tiro sai pela culatra, pois, sem testemunhas, Orgon acredita piamente na inocência de Tartufo, além de amaldiçoar toda sua família por aquela situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Para demonstrar seu afeto e confiança por Tartufo, Orgon passa para seu nome todos os seus bens, transformando o falso piedoso em seu único herdeiro. Ao saber que Orgon havia prometido Mariane para Tartufo, Elmire decidiu intervir. Organizou um encontro às escondidas com Tartufo, mas teve o cuidado para esconder Orgon debaixo da mesa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Deixe aos libertinos conclusões tão tolas; é preciso separar a virtude das aparências, não arrisque nunca conceber sua amizade muito apressadamente e, para isso, fique sempre no meio termo: livre-se, se for possível, de honrar a impostura, mas por outro lado não vá ofender o verdadeiro zelo.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E então toda a artimanha de Tartufo é desmascarada. Orgon finalmente vê o quanto ele estava sendo enganado. Mas Tartufo não deixa barato, de posse dos bens de Orgon, Tartufo denuncia este ao governo. Um oficial chega a prender Orgon, mas novamente Tartufo é desmascarado. Com a descoberta de que Tartufo era um falsário famoso que aplicava golpes, o rei manda prendê-lo e também soltar Orgon.</p>
<p style="text-align: justify;">O final surpreendente , no qual tudo é acertado pela intervenção benevolente inesperada do rei até então invisível, é considerado um exemplo moderno notável do clássico dispositivo de enredo teatral <i>deus ex machina</i>.</p>
<h4><em><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="2jrhbc-nziecr-uu4db4-k0rin2" data-cel-widget="productTitle">O Tartufo ou o Impostor </span></em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;"><i>Tartufo</i> foi bem recebido pelo público e até mesmo pelo Rei Luís XIV. Mas também gerou conflito entre muitos grupos diferentes que ficaram ofendidos pela representação da peça de alguém que era exteriormente piedoso, mas fundamentalmente mercenário, lascivo e enganador; e que usa sua profissão de piedade para caçar os outros. As principais críticas foram feitas pela Igreja Católica.</p>
<p style="text-align: justify;">A genialidade de Molière está em trazer à cena questões de sua época, discuti-las sob o véu do cômico, e criticar a sociedade em que ele estava inserido. Aqui, ele nos mostra o quanto devemos estar atentos para não cair em qualquer discurso bonito. Atentos para que opiniões alheias não nos nublem o entendimento. Nem sempre aqueles que estão próximos têm os melhores conselhos, mas devemos sempre ponderar, para não tomar atitudes extremas.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<!-- /wp:post-content -->

<!-- wp:paragraph -->
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://amzn.to/3X7CxAm" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></strong></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-tartufo-ou-o-impostor/">O Tartufo ou O Impostor</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pigmalião</title>
		<link>https://resumodelivro.net/pigmaliao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Shaw]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Verbo]]></category>
		<category><![CDATA[Pigmalião]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=4426</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mito de Pigmalião, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/pigmaliao/">Pigmalião</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/3VRchK7" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pigmalião </strong></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Autor</strong>: Bernard Shaw</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Editora</strong>: Verbo</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Páginas</strong>: 187</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Pigmalião </em></h3>
<p style="text-align: justify;">Bernard Shaw foi um dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. Ele e o cantor Bob Dylan são os únicos a terem obtido um Prêmio Nobel de Literatura (1925) e um Oscar (1938). Shaw por suas contribuições para a literatura e por seu trabalho no filme <i>Pygmalion</i> (adaptação da peça de mesmo nome). O inconformismo é a mola da produção dramática de Shaw. Muitas das suas peças perderiam atualidade pelo ambiente em que se desenrolam, intimamente ligados ao espírito e aos acontecimentos de uma época: o seu extraordinário talento de homem de teatro, a sua arte do diálogo, a ironia e o humor que repassam nas suas produções, porém, ainda hoje as mantêm vivas.</p>
<h4><em>Pigmalião</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça conta a história de Eliza Doolittle, uma mulher pobre e abandonada pela família que vive pelas ruas de Londres vendendo flores. Em um dia de muita chuva, Eliza tenta vender flores para alguns nobres que se abrigam do temporal. Com seu linguajar simples e repleto de erros, Eliza chamou a atenção de Henry Higgins, linguista e estudioso de fonética, e de seu amigo, Coronel Pickering.</p>
<p style="text-align: justify;">Como os dois tinham interesses em fonética, Eliza se apresentou como um exemplar raro do linguajar do povo. Então, Higgins e Pickering fizeram uma aposta. Higgins afirmou que em três meses conseguiria transformar Eliza, de uma simples vendedora de flores em uma mulher capaz de frequentar os melhores salões da nobreza londrina. Esse feito seria possível ensinando Eliza a falar e a se portar de forma correta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Higgins &#8211; Está vendo essa criatura, com seu inglês das valetas, um inglês que há de conservar na ralé até o fim da vida. Pois bem, fique sabendo que em três meses eu sou capaz de fazer essa jovem passar por duquesa numa recepção de embaixada.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eliza é contrastada com a riqueza de Higgins. Toma seu primeiro banho, estranhando os apetrejos do banheiro de Higgins. Passa a se vestir de forma elegante, com vestidos comprados por Pickering. No alto de sua soberba, Higgins é interpelado por sua governanta que se comporte diante de sua aluna, pedido do qual ele não vê razão, uma vez que acredita que é o mais educado e simples cavaleiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ínterim, Alfred Doolittle, pai de Eliza, aparece com o único propósito de tirar dinheiro de Higgins, não tendo interesse paternal no bem-estar de sua filha. Ele pede e recebe cinco libras em compensação pela perda de Eliza, embora Higgins, muito divertido com a abordagem de Doolittle à moralidade, seja tentado a pagar dez.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Higgins &#8211; Tenho verificado que quando eu me deixo tornar amigo de uma mulher me torno egoísta e despótico. As mulheres estragam tudo. Quando permitimos que uma delas entre na nossa vida, logo verificamos que ela tem na mira uma coisa e nós outra.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na primeira aparição de Eliza, após as aulas de Higgins, é visível a mudança. Eliza se comporta como uma dama, falando sobre o clima e sobre sua família. Apesar de falar com elegância, o conteúdo de sua conversa ainda é vazio e fútil. Entre os convidados presentes está a família Eynsford-Hills, que estavam com Higgins e Pickering no dia em que eles abordaram Eliza. Também estava presente Freddy Eynsford-Hills, que logo se afeiçoou à Eliza, sendo prontamente correspondido pela jovem.</p>
<p style="text-align: justify;">Após mais algumas lições, Eliza finalmente está pronta. Após outra recepção, Eliza compreende que realmente mudou com as lições de Higgins, porém, também entende que ela não passou de uma marionete, perdendo sua verdadeira essência e se tornando algo que Higgins e Pickering apostaram que ela seria. Um ponto de ruptura surge entre Eliza e Higgins.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eliza &#8211; Agora já sei como hei de lidar consigo. Mas que tola eu fui em não ter pensado nisso mais cedo. Não me pode tirar aquilo que ensinou!&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No final da peça, com Eliza e Higgins travando uma intença discussão, Eliza expões seus sentimentos e Higgins mostra o seu lado mais egocêntrico, dizendo que Eliza era aquilo que ele ensinara que ela seria. Fazendo Eliza ver que sem ele, ela seria apenas uma mendiga a vender flores pelas ruas enlameadas de Londres.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Eliza, ao longo da peça, não ganha apenas jeito para falar e se comportar, ganha também autonomia e confiança. Ela entende que é aquilo que é. Que mesmo por trás de um vestido caro e de palavras bonitas, ela ainda é a mesma jovem sonhadora. Ela toma a decisão de casar com Freddy, mesmo contra a vontade de Higgins. A peça termina com essa decisão de Eliza, mas o próprio autor já escreveu que a decisão de Eliza retorna ao mito de Pigmalião, onde a estátua finalmente ganha vida própria.</p>
<h4><em>Pigmalião</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">No livro 10 das <strong><i>Metamorfoses</i> </strong>de Ovídio, Pigmalião foi um escultor cipriota que esculpiu uma mulher em marfim. Ele achou a escultura tão perfeita que se apaixonou por ela. Com o tempo, o dia do festival de Afrodite chegou e Pigmalião fez oferendas no altar da deusa. Lá, com muito medo de admitir seu desejo, ele silenciosamente desejou uma noiva que fosse a semelhança viva da escultura de marfim. Quando voltou para casa ele descobriu que o marfim havia perdido sua dureza. Afrodite havia concedido o desejo de Pigmalião. A peça de Bernard Shaw faz uma releitura desse mito. Aqui, ao invés de uma estátua transformada em mulher, temos uma mulher do povo transformada em mulher da alta sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O mito de Pigmalião, como outros, traduz um elemento do comportamento humano: a capacidade de determinar seus próprios rumos, concretizando planos e previsões particulares ou coletivas. Em Psicologia deu-se o nome de <em>Efeito Pigmalião</em> ao efeito de nossas expectativas e percepção da realidade na maneira como nos relacionamos com a mesma, como se realinhássemos a realidade de acordo com as nossas expectativas em relação a ela.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<!-- /wp:post-content -->

<!-- wp:paragraph -->
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://amzn.to/3VRchK7" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></strong></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/pigmaliao/">Pigmalião</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Misantropo</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-misantropo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Zahar]]></category>
		<category><![CDATA[Molière]]></category>
		<category><![CDATA[O Misantropo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=4192</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em O Misantropo a questão é sutil. O personagem é criticado por levar sua integridade a excessos que prejudicam seu relacionamento com o mundo em que vive. O autor critica a sociedade e a hipocrisia das pessoas, mas mostra que em tudo devemos manter equilibrio, principalmente entre pensamentos e ações.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-misantropo/">O Misantropo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="l5t6om-78syqc-jlagbl-7ou6b5" data-cel-widget="productTitle"><strong><a href="https://amzn.to/4egwsri" target="_blank" rel="noopener">O Misantropo</a></strong> </span></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Autor</strong>: Molière</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Editora</strong>: Zahar</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Páginas</strong>: 127</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="l5t6om-78syqc-jlagbl-7ou6b5" data-cel-widget="productTitle">O Misantropo</span></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Molière é um dos maiores talentos que o teatro já conheceu. Isso não significa que sua genialidade tenha sido desde logo reconhecida. Ele teve um início difícil, ficando preso por um tempo por causa de dívidas contraídas para produzir algumas peças. Depois desse episódio, Molière excursionou pelo interior da França por quinze anos. Quando retornou à capital, Molière conseguiu o reconhecimento que tanto merecia. Foi um sucesso de público e crítica. Desde as suas primeiras peças ficam marcantes os dois aspectos que estão no âmago de seu sucesso: a capacidade para criar personagens e situações divertidos e observar as fraquezas e vícios do mundo em que vivia.</p>
<h4><em><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="l5t6om-78syqc-jlagbl-7ou6b5" data-cel-widget="productTitle">O Misantropo </span></em>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça é centrada em Alceste, um misantropo. Misantropia é a qualidade de quem tem antipatia ou desconfiança do ser humano, aquele que só enxerga os defeitos do Homem e o odeia por isso. Alceste, assim, é um homem que olha apenas para os maus comportamentos e atitudes daqueles que o rodeiam. Logo no início da peça conhecemos mais afundo o personagem. Seu amigo, Philinte se aproxima de Alceste para ter com ele uma conversa descompromissada.</p>
<p style="text-align: justify;">Alceste, então, começa a destilar o seu fel. Condena Philinte por ser cortês com quem o trata bem na sociedade, ainda que não conheça direito o indivíduo, ou quando insiste em fazer ponto de honra. Philinte é tratado como um falso, pois oferece sua amizade a todos que o rodeiam, sem fazer distinção entre os mais queridos e os mais apartados do convívio.</p>
<blockquote>&#8220;Alceste &#8211; O céu não me dotou, ao escolher-me a sorte, De alma compatível com os ares da corte; As más virtudes necessárias não me deu Para fazer lá sucesso, e cuidar do que é meu.&#8221;</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois é a vez de Oronte. Diante de Philinte e Alceste, Oronte declama o seu mais novo poema. Enquanto que Philinte rasga elogios à obra, Alceste proclama que não ouvira nada de tão ruim em sua vida. Vai além, e diz que não sabe como Oronte tem tanta capacidade para escrever algo tão ruim. Mas enquanto que as críticas de Alceste passam batido por Philinte, Oronte não deixará barato. Ele está disposto a salvar a sua honra, e leva o caso até à justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Algum tempo depois ele recebe o recado de que o julgamento ocorrerá em breve, mas que ele poderia ficar à salvo se pagasse uma quantia em dinheiro. Nada mais contrário aos pensamentos de Alceste. Ele prefere perder o julgamento a contribuir para a corrupção da justiça.</p>
<blockquote>&#8220;Alceste &#8211; O amor que sinto por essa viúva bela Não me cegam aos vícios que eu encontro nela.&#8221;</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Alceste é apaixonado por Célimene, uma mulher namoradeira e dissimulada. Alceste também não pode suportar o comportamento de Célimene. Mas o autor, nesse ponto, de forma elegante, mostra o paradoxo que é o romance entre personalidades tão distantes, Alceste e Célimene. Apesar de ser tão contrário ao comportamento de Célimene, Alceste não consegue ter com ela o mesmo tipo de conversa que tem com outros personagens. Primeiro porque não consegue se fazer entender, e segundo porque Célimene não se dobra às suas críticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Alceste, com sua inflexibilidade, acaba isolado e condenável por se sentir um tanto acima dos que fazem concessões mínimas em favor da harmonia no trato social. Mas Molière, quando critica seu protagonista, está, ao mesmo tempo, denunciando maus hábitos da corte e da alta burguesia do tempo de Luis XIV. Até a integridade em excesso pode merecer o riso crítico da comédia, mas os vícios continuam merecendo condenação.</p>
<h4><em><span id="productTitle" class="a-size-large celwidget" data-csa-c-id="l5t6om-78syqc-jlagbl-7ou6b5" data-cel-widget="productTitle">O Misantropo </span></em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Toda a obra de Molière é rica de solidariedade humana e bom senso, mesmo que ele julgasse que &#8211; como nada neste mundo está fora do alcance da corrupção humana, e como ser exposto ao ridículo é o melhor caminho para denunciar e corrigir erros e vícios &#8211; nenhum tema deve ficar de fora do âmbito da comédia. Em <em>O Misantropo</em> a questão é sutil. O personagem é criticado por levar sua integridade a excessos que prejudicam seu relacionamento com o mundo em que vive. O autor critica a sociedade e a hipocrisia das pessoas, mas mostra que em tudo devemos manter equilibrio, principalmente entre pensamentos e ações.</p>
<p>De Molière já publicamos:</p>
<ul>
<li><a href="https://resumodelivro.net/o-avarento/" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>O Avarento</strong></em></a></li>
</ul>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<!-- /wp:post-content -->

<!-- wp:paragraph -->
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://amzn.to/4egwsri" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></strong> Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong> Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-misantropo/">O Misantropo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Vida é Sonho</title>
		<link>https://resumodelivro.net/a-vida-e-sonho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[A Vida é Sonho]]></category>
		<category><![CDATA[Calderón de La Barca]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Verbo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=4079</guid>

					<description><![CDATA[<p>As palavras dos personagens ressoam como um eco das questões universais sobre a natureza da existência, a dualidade entre destino e livre-arbítrio, e a busca pela verdadeira essência do eu.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/a-vida-e-sonho/">A Vida é Sonho</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/4dqtSih" target="_blank" rel="noopener"><strong>A Vida é Sonho</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Calderón de La Barca<br /><strong>Editora</strong>: Verbo<br /><strong>Páginas</strong>: 113</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/4dqtSih" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/ecvdgDfRs2g" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5785 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-800x450.jpg?x14911" alt="A Vida é Sonho, de Calderón de La Barca" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-3-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 class="wp-block-heading" style="text-align: center;">Resumo do livro <em>A Vida é Sonho</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Calderón de La Barca é conhecido como o Shakespeare Espanhol, e um dos maiores poetas e dramaturgos da literatura mundial. Os gêneros teatrais favoritos de Calderón eram a comédia de intriga, as peças de mistério e o teatro trágico enraizado em dilemas éticos. Escrevendo durante o período em que as regras não escritas do teatro da Era de Ouro Espanhola estavam sendo concebidas, Calderón de La Barca expandiu os limites do teatro espanhol, introduzindo inovações radicais, que hoje são conhecidas como surrealismo e metaficção.</p>
<h4 class="wp-block-heading"><em>A Vida é Sonho</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A história se passa na corte da Polônia, onde a rainha sonha que seu filho será um monstro. Logo após, morre no parto. O rei, pai da criança, temendo o presságio, decide criar a criança trancada numa torre sem contato com o mundo. Chegando a velhice, o rei decide testar o filho que nada sabe sobre sua história. Ele é drogado e acorda na corte sendo tratado como príncipe herdeiro para logo depois ser novamente drogado e acordar em sua prisão na torre. O príncipe então acha que tudo se tratou de um sonho e perde a capacidade de distinguir quando está sonhando e quando está vivendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando finalmente foi libertado de seu confinamento, Segismundo foi confrontado com a possibilidade perturbadora de que sua vida até então poderia ter sido apenas um sonho fugaz. A dualidade entre livre-arbítrio e destino é o cerne do dilema de Segismundo, fazendo-o questionar se suas ações são predestinadas ou se ele tem o poder de moldar seu próprio destino.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Segismundo &#8211; Pobre de mim, ai misero, infeliz!<br />Descobrir, céus, pretendo,<br />se neste estado me vi,<br />que delito cometi<br />contra vós outros, nascendo;<br />Pois se nasci, eu entendo<br />o delito cometi.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Segismundo, assim como Édipo, é um sujeito com um fado a ser cumprido; o qual envolve não somente a si próprio e seus familiares, mas também todo um reino. O drama, no entanto, não se concretiza enquanto tragédia, pois o destino do personagem não se cumpre na totalidade devido a necessidade teológica do fator moralizante inerente ao teatro Barroco, e a trajetória individual de Segismundo é, então, radicalmente alterada. Há, inclusive, uma atualização cristã do tema mitológico do conflito geracional entre Pai e Filho que, ao invés de terminar com a aniquilação de um ou de outro, termina de forma catártica com reconciliação entre ambos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na peça há o constante jogo de contrastes típico do Barroco. A dualidade de potencias contrárias é um elemento muito presente no texto de Calderón de la Barca. Uma das características do período é o homem levantar questionamentos a Deus, como podemos ver logo no início, quando Segismundo aparece acorrentado questionando o divino sobre os motivos ocultos do seu sofrimento. Há também uma ação secundária com Rosaura, que age em prol de si própria, para a restauração de sua honra.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Segismundo &#8211; Que é a vida? Um frenesi;<br />Que é a vida? Uma ilusão,<br />Uma sombra, uma ficção,<br />e é pequeno o maior bem;<br />que o sonho a vida sustém<br />e os sonhos sonhos são.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, o autor aborda duas ações distintas que convergem em um fim comum e ambas se estendem do encontro entre Rosaura e Segismundo na torre, ao anoitecer, na primeira jornada, e se concluem com o final da batalha e a rendição de Basílio, nas cenas finais. Para se situar bem é essencial entender que a visão cristã permeia o argumento principal da peça: a vida aqui como sonho é uma metáfora em que a vida terrena é uma continuidade de imagens curtas e aparentes se comparadas a eterna vida ou eterno sofrimento pós morte que espera os humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os solilóquios de Segismundo mergulham profundamente na sua alma, revelando sua angústia palpável. Após anos de confinamento, ele se depara com a incerteza de que sua vida poderia ter sido um mero devaneio. Em seus momentos de solidão, suas palavras ressoam como um eco das questões universais sobre a natureza da existência, a dualidade entre destino e livre-arbítrio, e a busca pela verdadeira essência do eu.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Segismundo &#8211; Estou a sonhar, e quero<br />fazer o bem; mesmo em sonhos,<br />nada se perde em fazê-lo.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4 class="wp-block-heading"><em>A Vida é Sonho</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>A Vida é Sonho</strong></em> é a obra prima de Calderón de La Barca. Nessa peça ele combina um enredo parecido com A Bela e a Fera, traços de personagens que lembram Noite de Reis de Shakespeare, conceitos surrealistas, complicações românticas e a ameaça de uma guerra dinástica. Ao mesmo tempo, o autor discute questões filosóficas acerca da predestinação. O destino de cada Homem já foi escrito sem seu envolvimento, e não há nada que ele possa fazer, ou o livre arbítrio pode alterar o futuro? </p>
<p>A vida é um sonho? Despertamos finalmente quando morremos?</p>
<p style="text-align: justify;">A influência da obra de Calderón, desta peça em especifico, perpassou séculos e deixou marcas profundas em importantes obras do cinema como o celebrado <a href="https://filmow.com/matrix-t6756/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Matrix</strong></a>, de 1999, que, assim como a peça, traz como seu motivo principal este mundo fraturado entre real e ilusório. </p>
<p>Acompanhe o blog também no <strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Youtube</a> </strong>e <strong><a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Spotify</a></strong></p>
<p>Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/4dqtSih" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/a-vida-e-sonho/">A Vida é Sonho</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>La Musica e La Musica Segunda</title>
		<link>https://resumodelivro.net/la-musica-e-la-musica-segunda/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jul 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Temporal]]></category>
		<category><![CDATA[La Musica]]></category>
		<category><![CDATA[La Musica Segunda]]></category>
		<category><![CDATA[Marguerite Duras]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=3958</guid>

					<description><![CDATA[<p>A beleza do teatro de Duras é a veracidade com que os personagens se tratam. Há emoção, raiva, amor e ódio genuínos. Para Duras, só há música apaixonada se for fúnebre, só há cantiga erótica se for irônica.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/la-musica-e-la-musica-segunda/">La Musica e La Musica Segunda</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://lojatemporaleditora.com.br/produto/487/la-musica-e-la-musica-segunda" target="_blank" rel="noopener"><strong>La Musica e La Musica Segunda</strong></a><br /><strong>Autora</strong>: Marguerite Duras<br /><strong>Editora</strong>: Temporal<br /><strong>Páginas</strong>: 253</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro<em> La Musica e La Musica Segunda</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Marguerite Duras foi uma romancista, novelista, roteirista, poetisa, diretora de cinema e dramaturga francesa, sendo considerada uma das principais vozes femininas da literatura do século XX na Europa. Escrita inicialmente sob encomenda da televisão britânica para compor um dos episódios da série Love Story, La Musica estreou como peça de teatro em 1965. Dois anos mais tarde, o texto foi adaptado para o cinema, sob a direção da própria autora. Vinte anos depois, enquanto a peça era ensaiada para uma nova apresentação, Duras recebeu uma proposta para escrever uma variação mais atual de <em>La Musica</em>. Assim nasceu <em>La Musica Segunda, </em>que estreou em março de 1985. </p>
<h4> <em>La Musica e La Musica Segunda</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça é sobre a história de um jovem casal recém saído da audiência do divórcio. Eles se reencontram depois de alguns anos separados na pequena cidade francesa de Évreux. Eles se encontram no salão de um hotel que evoca a lembrança de sua vida de casados. De início se dirigem um ao outro com muitas formalidades e certo pragmatismo, mas pouco a pouco ousam abandonar a segurança protocolar e penetram no terreno obscuro, amedrontador e irrepresentável de um amor que se reaviva e, ao mesmo tempo, se revela insustentável. Eles sabem que estão se vendo pela última vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Os personagens são Anne-Marie Roche e Michel Nollet, ambos com idades entre 30 e 40 anos. É muito claro que Michel ainda ama Anne. Antes mesmo de falar qualquer palavra, Michel olha com ternura e carinho para sua ex-mulher, como se ainda não acreditasse que há pouco tempo haviam consumado o divórcio. O sentimento de Michel sugere que o tempo que passaram afastados não foi suficiente para que ele superasse a separação, muito pelo contrário, a saudade de Anne manteve esse amor vivo dentro dele.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Ele &#8211; Fizemos como todo mundo, é verdade.<br />Ela &#8211; Mas nós&#8230; éramos como todo mundo, não havia motivo, aparentemente, para não fazer como sempre&#8230; se faz.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O casal começa a conversar sobre o que irão fazer com os móveis. No final, chegam à conclusão de que ninguém os quer, pois guardam lembranças de um passado que ambos querem superar. Anne e Michel casaram jovens, e seguiram os protocolos sociais: casaram na igreja, viajaram em lua de mel, moraram em um hotel até que a casa estivesse pronta. A partir de então, o casamento perdeu a cor. O vazio do relacionamento foi aumentando, até o ponto em que Michel traiu Anne, para tentar preencher esse espaço. Ela soube da traição e decidiu deixar a casa em que moravam. Na distância estabelecida, ela também traiu.</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Ele &#8211; Eu não suportava a sua infidelidade enquanto eu era infiel a você.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Mas é somente quando o casal se reencontra para selar o divórcio que essas histórias aparecem. Anne se sentiu aflita quando traiu, sentimento que Michel não teve. Ela não queria trair Michel, mas traiu por não aceitar que sua vida deveria ter fim naquele momento. Ela sabia que tinha muitos anos ainda para viver e experenciar a vida em sua plenitude. O inferno vivido com Michel não seria o seu último ato. Anne procurou entender a traição de Michel, mas não teve coragem para falar de sua própria traição. Michel não entenderia, como de fato não entendeu quando soube, naquele salão de hotel. </p>
<blockquote>
<p>&#8220;(Ele fica estupefato. Ela quis morrer, ele acaba de saber)<br />Ele &#8211; Quando?<br />Ela &#8211; Quando você pediu o divórcio. Mas não era sério, já que&#8230; estou aqui&#8230; sem dúvida era só mesmo uma chantagem vulgar.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>La Musica</em> termina sem um fim. Pelo menos não um fim lógico. Eles se separam para sempre, ao fim de um diálogo onde o começo e o fim parecem se juntar, como se a história que viveram não tivesse passado de um suspiro. <em>La Musica Segunda</em> retorna para o encontro pós divórcio. Os diálogos pouco se modificam. Mas ficam mais ácidos e mais emotivos. Os personagens deixam transparecer claramente uma emoção maior quando falam do passado. A culpa recai sobre elementos externos: a casa, o emprego, os amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim, Anne e Michel descobrem que sempre amarão um ao outro. Contudo, Anne conseguiu superar Michel. Ela iria morar na América com seu novo companheiro. Michel não se conformou com isso. Ele disse que queria ela por perto para que pudessem se ver ocasionalmente e talvez virassem até amantes. Mas Anne superou Michel, para desespero dele. No fim desse ato, o casal se despede com mais frieza. Anne e Michel entendem que aquilo era de fato um fim.</p>
<h4> <em>La Musica e La Musica Segunda</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">A beleza do teatro de Duras é a veracidade com que os personagens se tratam. Há emoção, raiva, amor e ódio genuínos. Pela biografia da autora percebemos que ela passou a vida amando loucamente, se separando, sendo largada, querendo largar, amando na impossibilidade, separando quando possível. Para Duras, só há música apaixonada se for fúnebre, só há cantiga erótica se for irônica. Anne veste as roupas de Duras, mulher determinada e corajosa, que conhece muito bem seus sentimentos e é capaz de superar qualquer adversidade em nome de sua felicidade. Anne amou Michel com devoção, mas soube elevar-se para seguir o seu caminho em busca de si mesma.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://lojatemporaleditora.com.br/produto/487/la-musica-e-la-musica-segunda" target="_blank" rel="noopener">Temporal</a></strong></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/la-musica-e-la-musica-segunda/">La Musica e La Musica Segunda</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mão na Luva</title>
		<link>https://resumodelivro.net/mao-na-luva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Mão na Luva]]></category>
		<category><![CDATA[Oduvaldo Vianna Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Separação]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Brasileiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=3697</guid>

					<description><![CDATA[<p>A peça conta a história de dois personagens (Ele e Ela). Um casal de classe média, do Brasil pós golpe militar, que vive um momento de discussão sobre o fim do relacionamento.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/mao-na-luva/">Mão na Luva</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://www.temporaleditora.com.br/livros/mao-na-luva" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mão na Luva</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Oduvaldo Vianna Filho<br /><strong>Editora</strong>: Temporal<br /><strong>Páginas</strong>: 128</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Mão na Luva</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Oduvaldo Vianna Filho foi um dramaturgo, militante político, ator e diretor de teatro e televisão brasileiro. Desde jovem foi ligado à militância política comunista, por influência de seus pais. Ao longo de sua carreira, Vianna participou de frentes de trabalho fundamentais para a renovação da dramaturgia e do teatro como veículos de reflexões estéticas e políticas. Com a instauração do golpe militar em 1964, Vianna adotou a postura de resistência ao golpe, expressa em suas obras. Vianna deixou em sua expressão artística a ideia de que esta deveria ser entendida como primeiro passo para a luta contra o autoritarismo. Com o recrudescimento do golpe, a partir de 1968, Vianna, percebendo que seus textos eram censurados para o teatro, decidiu levar sua expressão artística para a televisão. Entre as suas principais obras está a série de televisão A Grande Família. Mão na Luva foi escrito em 1966, e encenado pela primeira vez em 1984.</p>
<h4><em>Mão na Luva</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça conta a história de dois personagens (Ele e Ela &#8211; que ao longo do texto conhecemos como Lúcio Paulo e Silvia). Um casal de classe média, do Brasil pós golpe militar, que vive um momento de discussão sobre o fim do relacionamento. Ele é um jornalista, editor de uma revista, bem influente no meio profissional, que vive sob intensos debates sobre uma nova revista. Ela é apenas a sua esposa, sem vida profissional. É interessante esse aspecto da peça. Enquanto Ele domina o aspecto intelectual da relação, exigindo que Ela seja subserviente, sempre concordando com as suas decisões, é Ela que é considerada a &#8220;Mão na Luva&#8221;. Aquela que se encaixa perfeitamente, exigindo o perfeito contorno para o conforto de quem a veste. Ela é a pessoa capaz de juntar e agir, responsável por engendrar a paz e garantir a sustentação da família.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ele &#8211; &#8216;Não estou bem, não vale a pena mais&#8217;, não é justo, e só isso você fala &#8211; tem de explicar, depois de nove anos você olha pra minha cara e diz de repente que vai embora, &#8216;não estou bem, não vale a pena&#8217;, quem fica com os filhos&#8230;&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como discutem a relação, Ele e Ela retornam constantemente ao passado, marcado, na peça, por flashbacks. Nesses momentos, os personagens revivem situações cotidianas do passado que de alguma maneira deixaram marcas profundas na relação, e que retornam no tempo presente como forma de mágoa, mas também como momentos de alegria, pois mostram o compartilhamento de sentimentos mútuos. Da mesma forma, o tempo futuro se torna fluido, uma vez que a peça começa com uma briga, onde os personagens estão a ponto de se separar. No decorrer do texto Ela de fato sai de casa. Contudo, a peça termina da mesma forma como começou, com os personagens discutindo sobre a separação. O tempo se torna apenas um instante.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ela &#8211; &#8230;seis meses, todas as noites, todos os dias, sempre, sempre que ele me chamava eu ia dormir com ele, seis meses&#8230; (Ele dá um tapa nela) Carlos Felipe da Silva Portela. (Outro tapa).&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ele não entende, a princípio, o motivo daquela separação. Repetindo discursos misóginos, Ele coloca à mesa os elementos de forma a enaltecê-lo, dizendo a Ela que o apartamento onde Ela vive, a vida que Ela e os filhos levam, as roupas que Ela veste, tudo, é fruto do trabalho dEle, e por consequência do intelecto dEle. A Ela cabe apenas as questões do dia, como o piso de madeira da casa, e com a manutenção da estabilidade não só emocional do companheiro, mas, principalmente, da estabilidade dEle como indivíduo que vive um momento de crise de paradigmas em face do trabalho, e que reflui sobre todas as expectativas daquele casamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do contexto de produção da peça, após o golpe militar de 1964, é fácil perceber que a crise no casamento dos personagens da peça reflete a crise exposta entre a sociedade e a classe artística. Principalmente porque vários setores da sociedade participaram ativamente para a instauração da ditadura. A crise de identidade das artes cênicas perpassa assim por dois aspectos: o primeiro remete ao público, uma vez que o teatro de contestação não era mais tão bem visto. O segundo aspecto se deve mesmo ao próprio núcleo artístico, que se desmantelou parcialmente diante da censura e das perseguições. Essa crise de existência da arte no Brasil pode ser entendida como a crise no casamento da peça.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Ela &#8211; Que raiva me deu separar você daquela mulher, que raiva, você pensava que era por minha causa, era por você &#8211; aquela vaca. Vou embora, como? eu pensava &#8211; com criança? Solta? Como? Você sorrindo superior das minhas mesquinharias, não sair de casa, me enfeitava, alcachofra, a vaca!&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ele traiu sua esposa, confessou no passado, por várias vezes. Ela sempre o perdoou, seja pela família, pelos filhos ou pela sociedade. Ela sempre foi o esteio de sustentação daquela família. Porém, quando o chão desaparece sob os dois, Ela assume que também traiu Ele. E para piorar: com o melhor amigo dEle, em um apartamento que Ele também usou para traí-la. Contudo, Ele não aceitou a traição. Bateu nEla por duas vezes durante a peça, sempre quando ela contava pormenores de sua traição. Temos então a figura do intelectual que trai, mas que não suporta ser traído.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela então decidiu sair de casa. Tentou fazer isso por duas vezes. Não conseguiu em nenhuma tentativa, e sempre quando retornou, fez sexo com seu marido. Simbolicamente, essa atitude dEla mostra que Ele e Ela compartilhavam valores e ideais, e tinham atrás de si um passado que evidenciava a existência real do amor que os uniu. Ainda restava uma chama de afeto entre os personagens. </p>
<h4><em>Mão na Luva</em> &#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Ele e Ela são personagens emblemáticos. Ao não possuírem nome, pois são retratados simplesmente como Ele e Ela, os personagens assumem diversas posições. Mais claramente a posição de um casal em crise de relacionamento, onde o passado retorna para assombrar e a perspectiva de futuro é quase nula. Apesar de carinho e afeto, os momentos de cólera e raiva se fazem mais presentes. As personalidades dEle e dEla ficam cada vez mais inflamados, mais egoístas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo os personagens assumem também uma crise de existência de todo uma sociedade, que vivia naquele momento o endurecimento do golpe militar de 1964. Ele e Ela se transformam assim na classe média e na classe artística, que não conseguem mais conviver com seus anseios e interesses próprios. Passam cada uma, por si só, por crises de identidade e de existência. Uma ruptura no eixo de sustentação da sociedade. Mão na Luva assume, assim, significados diversos e fascinantes.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://www.temporaleditora.com.br/livros/mao-na-luva" target="_blank" rel="noopener">Temporal</a></strong></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/mao-na-luva/">Mão na Luva</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Avarento</title>
		<link>https://resumodelivro.net/o-avarento/</link>
					<comments>https://resumodelivro.net/o-avarento/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Mar 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Verbo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Molière]]></category>
		<category><![CDATA[O Avarento]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=3519</guid>

					<description><![CDATA[<p>É impressionante a genialidade de Molière para transformar o cotidiano em algo totalmente incrível e engraçado.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-avarento/">O Avarento</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: <a href="https://amzn.to/49cTyfN" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Avarento</strong></a><br /><strong>Autor</strong>: Molière<br /><strong>Editora</strong>: Verbo<br /><strong>Páginas</strong>: 190</p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>O Avarento</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, foi um dramaturgo, ator e diretor francês, considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de destaque na dramaturgia francesa, até então muito dependente da mitologia grega. Molière usou as suas obras para criticar os costumes da época. Dentre as suas principais obras está &#8220;<strong><em>O Avarento</em></strong>&#8220;, encenada pela primeira vez em 1668. Além dessa peça, esse livro conta com o texto &#8220;<strong><em>O Senhor de</em></strong><span class="mw-page-title-main"><strong><em> Pourceaugnac</em></strong>&#8220;, apresentada em 1669.</span></p>
<h4><em>O Avarento</em> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça é baseada na história <strong><em>Aulularia</em></strong>, do dramaturgo romano Plauto. O personagem principal é Harpagão, um velho viúvo, que antes de qualquer coisa amava o seu dinheiro. Harpagão tinha mania de perseguição e acreditava fielmente que todos ao seu redor só tinham um objetivo: roubá-lo. Ele possuía dois filhos: Cleanto e Elisa. Com a intenção de adquirir mais dinheiro através do dote, Harpagão decidiu casar com a jovem Mariana.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, não sabia ele que seu filho, Cleanto, estava enamorado de Mariana. Nem sabia Harpagão que sua filha, Elisa, estava comprometida com Valério, irmão de Mariana. Harpagão já tinha acertado o casamento de Elisa com o rico senhor Anselmo. A trama gira em torno dessa confusão amorosa, onde o dinheiro falava mais alto que os corações apaixonados.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Valério &#8211; Pois, se apenas pelas ações se reconhece cada homem, rogo-vos que espereis para julgar o meu coração por elas e não procureis crimes em injusta suspeita. Não me condoneis aos golpes da vossa dúvida e dai-me tempo para vos convencer, com as provas que vos darei, da constância dos meus sentimentos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A trama avança com situações inesperadas. Harpagão cada vez mais, se preocupava somente com seu dinheiro. De tanta avareza, Harpagão teve um baú de dinheiro roubado. A partir de então, Harpagão mandou que a polícia prendesse todos os cidadãos da cidade acusando-os de terem roubado o seu baú. Sofrendo por causa do seu dinheiro, Harpagão não percebeu que uma trama estava em ação. Cleanto e Elisa, seus filhos, estavam armando diversas situações para cancelar os casamentos arranjados pelo pai.</p>
<p style="text-align: justify;">No fim, Mariana e Valério descobriram que Anselmo era, na verdade, o pai que os jovens acreditavam que havia desaparecido. Anselmo, para compensar tantos anos de afastamento dos filhos, decidiu pagar o dote de Mariana para que ela casasse com Cleanto; decidiu também abrir mão do dote de Elisa, para permitir o casamento com Valério. E ainda agradou Harpagão dizendo que pagaria o valor roubado. </p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Flecha &#8211; O senhor Harpagão é, de todos os humanos, o ser humano menos humano; de todos os mortais, o mais duro e emperdenido mortal. Não há nenhum favor que mereça o seu reconhecimento a ponto de o fazer abrir as mãos.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A genialidade de Molière está na forma de costurar essa trama. De forma satírica, o autor coloca na boca dos personagens as críticas que são expostas. A maior delas, sem dúvida, é a crítica ao consumismo e às classes nobres francesas, ávidas por títulos e por dinheiro e vazias de importância e significado.</p>
<h4><strong><em>O Senhor de </em></strong><span class="mw-page-title-main"><strong><em>Pourceaugnac</em></strong></span> &#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">A peça <strong><em>O Senhor de </em></strong><span class="mw-page-title-main"><strong><em>Pourceaugnac </em></strong>é uma comédia-ballet em três atos. O ballet abre e fecha a peça, interrompido por diálogos ao longo do texto. Aqui, ao senhor de Pourceaugnac foi prometido a mão de Julia, pelo seu pai Oronte. Assim como na peça anterior, Julia estava enamorada de Eraste, seu verdadeiro amor. Com o objetivo de cancelar esse matrimônio, Eraste combinou algumas artimanhas com Esbrigani e Nerine, personagens que são afeitos ao engodo e à pilhéria.</span></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro plano era fazer <span class="mw-page-title-main">Pourceaugnac passar por louco. Para isso, chamaram dois médicos e um boticário. Através de um jogo de palavras confusas e engraçadas, os dois médicos, mais preocupados em achar uma doença do que em examinar o paciente, acreditaram que Pourceaugnac possuía muitos males. Pourceaugnac precisou correr dos médicos para não receber agulhadas desnecessárias.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Esbrigani &#8211; As coisas encaminham-se para o fim desejado. E o nosso homem é de curtas luzes e de inteligência romba. Fi-lo apanhar tal susto, com a severidade da Justiça dessa cidade e dos preparativos que se faziam para sua morte, que resolveu fugir. E, para escapar à vigilância dos guardas que, convenci-o eu, estão colocados às portas da cidade para o prender, resolveu disfarçar-se envergando trajos de mulher.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Depois, Esbrigani contratou três mulheres para se passarem por esposas de <span class="mw-page-title-main">Pourceaugnac. Elas apareceram na frente de Oronte e Julia, e causou uma grande confusão com o pai da noiva. Fugindo novamente, Pourceaugnac não viu outro alternativa do que realmente cancelar o casamento com Julia e fugir da cidade. Mas com os guardas em seu encalço, já que praticou o crime de querer casar mesmo sendo casado, a ideia de Esbrigani foi convencer Pourceaugnac a se vestir de mulher para conseguir fugir.</span></p>
<p style="text-align: justify;">A comédia então chega em seu ápice. <span class="mw-page-title-main">Pourceaugnac testava trejeitos e falas femininas, mas mesmo assim acabou sendo preso pelos guardas, que desconfiaram da donzela com quem tentavam flertar. Nessa peça, fica evidente uma característica de Molière: ele era mestre em escrever diálogos inteligentes e divertidos, cheios de trocadilhos, ironias e duplos sentidos. Seus personagens usavam o humor para expressar suas opiniões e alfinetar uns aos outros, resultando em cenas cômicas e memoráveis.</span></p>
<h4>Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">As comédias de Molière são marcadas por personagens caricatos e exagerados, muitas vezes representando tipos sociais específicos. Por exemplo, o homem rico e tolo da peça <strong><em>O Avarento. </em></strong>Além disso, <span style="font-size: revert; text-indent: 0em;">o autor utiliza o riso para expor e criticar os costumes e comportamentos da sociedade francesa do século XVII. Suas peças frequentemente lidam com temas como a hipocrisia, a vaidade, a ganância e a falsidade, satirizando os diferentes estratos sociais, desde a nobreza até a classe média e os camponeses.</span></p>
<p style="text-align: justify;">É impressionante a genialidade de Molière para transformar o cotidiano em algo totalmente incrível e engraçado. O autor inverte a lógica social, criticando a sociedade de forma aberta e escrachada fazendo essa mesma sociedade rir de si mesma. Muitas novelas, séries e filmes de hoje utilizam as mesmas estruturas da comédia que Molière criou na França do século XVII. Só por isso, todos deveriam ler Molière ao menos uma vez.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a><a href="https://www.instagram.com/resumodelivro_/" target="_blank" rel="noopener">,</a> <a href="https://www.facebook.com/profile.php?id=100093607328573" target="_blank" rel="noopener">Facebook,</a> <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<p>Compre na <strong><a href="https://amzn.to/49cTyfN" target="_blank" rel="noopener">Amazon</a></strong></p>
<p>Para mais resenhas como essa, acesse: <strong><a href="https://resumodelivro.net/" target="_blank" rel="noopener">Resumo de Livro</a></strong></p>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/o-avarento/">O Avarento</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://resumodelivro.net/o-avarento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Hamlet</title>
		<link>https://resumodelivro.net/hamlet/</link>
					<comments>https://resumodelivro.net/hamlet/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jul 2023 19:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Hamlet]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[Shakespeare]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[William Shakespeare]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=682</guid>

					<description><![CDATA[<p>Hamlet é uma obra repleta de significados. Um livro que sempre tem algo a nos falar e a nos ensinar. Sem dúvida uma das maiores obras de literatura da humanidade. Onde Shakespeare nos traz algo incrivelmente único e psicologicamente avassalador: ele apresenta o Homem moderno.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/hamlet/">Hamlet</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Hamlet <br /><strong>Autor</strong>: William Shakespeare <br /><strong>Editora</strong>: Nova Fronteira <br /><strong>Páginas</strong>: 200</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/452KQyU" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zz2URb-vUwk" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5611 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-800x450.jpg?x14911" alt="Hamlet, de William Shakespeare" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2025/12/Abertura-2-35-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em>Hamlet</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma das maiores obras de literatura da humanidade. Esse é o peso de <strong><em>Hamlet</em></strong>. Uma obra que até hoje suscita reflexões, debates e ressignificações. Uma adaptação Shakespeariana de um texto de Saxo Gramático sobre um príncipe da corte da Dinamarca que é chamado para o enterro de seu pai e que recebe a informação de que também acompanhará o casamento de sua mãe, recém viúva, com seu tio (irmão de seu falecido pai).</p>
<p style="text-align: justify;">O enredo por si já traz um sem número de possibilidades, mas Shakespeare nos traz algo incrivelmente único e psicologicamente avassalador: ele apresenta o Homem moderno. O Homem dono de si, onde a metafísica não tem lugar. Um Homem que conhece seus limites e que não se deixa governar por divindades ou deuses. Hamlet é o primeiro Homem a dizer: &#8216;eu sou senhor do meu destino. Eu faço as minhas escolhas baseado apenas no conhecimento que tenho da realidade.&#8217;</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Guarda estes poucos lemas na memória: Sê forte. Não dês língua a toda ideia, nem forma ao pensamento descabido; Sê afável, mas sem vulgaridade. Os amigos que tens por verdadeiros, agarra-os a tua alma em fios de aço; Mas não procures distração ou festa com qualquer camarada sem critério. Evitar entrar em brigas; mas se entrares, aguenta firma, a fim que outros te temam. Presta a todos ouvido, mas a poucos a palavra: ouve a todos a censura, mas reserva o teu próprio julgamento.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><strong><em>Hamlet </em></strong>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;">Ao ser confrontado com a verdadeira causa da morte de seu pai, que foi envenenado pelo irmão Cláudio, seu tio. E de saber que sua mãe se casaria com o assassino de seu pai, se dobrando apenas à sua sensualidade, não sobrou nada para Hamlet além da célebre frase: &#8220;Há algo de podre no reino da Dinamarca&#8221;. Quando olhamos para dentro de nossa alma e vemos a tendência ao &#8220;jeitinho&#8221;, à mentira, à enganação. Quando olhamos e vemos o desejo da traição e da maldade, transfiguradas em bondade aparente e em humildade falsa, só nos resta dizer: &#8220;Há algo de podre no reino da Dinamarca&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Hamlet nos convida a olhar para dentro, para saber se somos merecedores daquilo que cobramos nos outros. Queremos um mundo mais justo e sem corrupção, mas falsificamos atestado médico e compramos recibo falso no dentista para o imposto de renda. Hamlet nos diz da forma mais escancarada, visceral e direta: cuide primeiro do que pensa, fala e faz. E só depois cobre os outros. Hamlet, então, empreende uma das mais épicas viagens de auto conhecimento da literatura. Durante longos monólogos e 5 longos atos, Hamlet encontrou aquilo que procurava: agora ele sabia quem ele era de verdade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Que obra de arte é o homem, como é nobre na razão, como é infinito em faculdades e, na forma e no movimento, como é expressivo e admirável, na ação é como um anjo, em inteligência, como um deus: a beleza do mundo, o paradigma dos animais. E, no entanto, para mim, o que é essa quintessência do pó? O homem não me deleita.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Shakespeare também nos traz outro espectro da realidade. A ambiguidade humana. Polônio, o cortesão, homem da cena. Polônio nunca está naquilo que fala. Sempre fala o que as pessoas querem ouvir e nunca o que as coisas são. O cortesão que morre enquanto Hamlet acha que está matando um rato. Hamlet diz que Polônio morreu como passou toda a sua vida: se escondendo e enganando. Contudo, Polônio fala ao seu filho Laertes os conselhos mais sensatos, lógicos e coerentes que um pai poderia dar a um filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro momento especial é quando Hamlet vai ao cemitério acompanhar o enterro de sua ex-namorada Ofélia. Lá encontra o único personagem da peça que trava uma batalha em pé de igualdade com ele: o coveiro. O coveiro é o único que se coloca de igual para igual com o príncipe. Fazendo jogos de palavras e tratando os ossos como aquilo que de fato são, apenas ossos, o coveiro se porta diante de Hamlet sem medo, uma vez que sabe que a morte é a única certeza de nossas vidas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O verme é o único imperador da dieta: cevamos todas as outras criaturas para que nos engordem, e cevamos a nós mesmos para as larvas. O rei gordo e o mendigo esquelético não são mais que variedades de cardápio &#8211; dois pratos para a mesma mesa. Esse é o fim.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em><strong>Hamlet</strong> </em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">O livro é uma obra repleta de significados. Um livro que sempre te acompanha durante as fases da sua vida. E apesar de algumas traduções serem truncadas em seus significados, já que tendem a se aproximar do original, indico a tradução feita por Millôr Fernandes.</p>
<p style="text-align: justify;">E aqui poderia elencar mais dezenas de aspectos de nossas vidas que poderiam ser tocadas pelas palavras e pensamentos de Hamlet. A cada leitura dessa peça, <em><strong>Hamlet</strong> </em>me fala algo novo. Isso é uma obra clássica. Dessa vez, me tocou na ambiguidade e hipocrisia humanas. Talvez na próxima, converse comigo em outro sentido. Mas sempre haverá o que aprender com Hamlet.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Se ninguém conhece nada daquilo que aqui deixa, que importa deixá-lo um pouco antes?&#8221;</p>
</blockquote>
<p><strong>🩸 Mais tragédias de Shakespeare:</strong></p>
<ul>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/romeu-e-julieta/">Romeu e Julieta (1594)</a></em></strong></li>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/otelo/" target="_blank" rel="noopener">Otelo (1603)</a> </em></strong></li>
<li><strong><a href="https://resumodelivro.net/rei-lear/" target="_blank" rel="noopener"><em>Rei Lear (1605)</em></a> </strong></li>
<li><strong><em><a href="https://resumodelivro.net/antonio-e-cleopatra/" target="_blank" rel="noopener">Antônio e Cleópatra (1606)</a> </em></strong></li>
<li><a href="https://resumodelivro.net/?p=4972" target="_blank" rel="noopener"><strong><em>Coriolano (1607)</em></strong></a></li>
</ul>
<p><strong>👉 <a href="https://resumodelivro.net/william-shakespeare/" target="_blank" rel="noopener">Ver todas as obras de Shakespeare já resenhadas</a></strong></p>
<p>Acompanhe o blog também no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<h3 style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/452KQyU" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></h3>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/hamlet/">Hamlet</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://resumodelivro.net/hamlet/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>10</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entre Quatro Paredes</title>
		<link>https://resumodelivro.net/entre-quatro-paredes/</link>
					<comments>https://resumodelivro.net/entre-quatro-paredes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 01:47:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Abril Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Clássico]]></category>
		<category><![CDATA[Entre Quatro Paredes]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Paul Sartre]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://resumodelivro.net/?p=597</guid>

					<description><![CDATA[<p>Essa é uma peça em um ato apenas que conta a chegada de três pessoas a um lugar após a morte. Seria o céu, o inferno ou o purgatório? No fundo, cada um não consegue lidar consigo próprio, mas "o inferno são os outros"</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/entre-quatro-paredes/">Entre Quatro Paredes</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: left;"><strong>Título</strong>: Entre Quatro Paredes<br /><strong>Autor</strong>: Jean-Paul Sartre<br /><strong>Editora</strong>: Abril Cultural<br /><strong>Páginas</strong>: 100</p>
<p style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/44CCNZt" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></p>
<p><a href="https://youtu.be/D7GtKrxAjIc" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-5788 size-large" style="aspect-ratio: 16/9; width: 100%; height: auto;" src="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-800x450.jpg?x14911" alt="Entre Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre" width="800" height="450" srcset="https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-800x450.jpg 800w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-300x169.jpg 300w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-768x432.jpg 768w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-1536x864.jpg 1536w, https://resumodelivro.net/wp-content/uploads/2026/03/Abertura-2-4-2048x1152.jpg 2048w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<h3 style="text-align: center;">Resumo do livro <em><strong>Entre Quatro Paredes</strong></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Jean-Paul Sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido pelo seu pensamento baseado no existencialismo. Era um artista militante e apoiou causas políticas de esquerda com a sua vida e a sua obra. Durante o período da Segunda Guerra Mundial Sartre chegou a ser preso pelos alemães e depois de sua fuga se alistou nas fileiras da Resistência Francesa.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das principais linhas de seu pensamento diz que no caso humano a existência precede a essência, pois o homem primeiro existe, depois se define, enquanto todas as outras coisas são o que são, sem se definir, e por isso sem ter uma &#8220;essência&#8221; que suceda à existência.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Garcin &#8211; Nós outros, nós batíamos as pálpebras. Chama-se isso piscar. Um pequeno relâmpago negro, uma cortina que cai e se ergue: deu-se a interrupção. Os olhos se umedecem, o mundo se aniquila. Você não pode imaginar como era refrescante.</p>
<p style="text-align: justify;">Quatro mil repousos por hora. Quatro mil pequenas evasões. Quatro mil, digo eu &#8230; Como é? Então vou viver sem pálpebras? Não se faça de bobo. Sem pálpebras, sem sono, é a mesma coisa. Nunca mais hei de dormir&#8230; Como poderei me tolerar?&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em><strong>Entre Quatro Paredes </strong></em>&#8211; História</h4>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Entre Quatro Paredes</strong></em> é uma peça em um ato apenas que conta a chegada de três pessoas a um lugar após a morte. Seria o céu, o inferno ou o purgatório? O primeiro a chegar é Garcin: um escritor que queria ser um herói, mas que quando foi convocado para a guerra fugiu, e por isso foi fuzilado. Ele fica intrigado com o criado que o leva até aquela sala e logo descobre que não ficará sozinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Chega então Inês, uma mulher homossexual, funcionária dos correios. Ela tem uma personalidade agressiva e procura reforçar o sofrimento dos outros. Por último chega Estelle, uma burguesa fútil que assassinou o bebê que teve com seu amante e fugiu da própria culpa responsabilizando o destino.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Estelle &#8211; Sinto uma coisa esquisita. Com você não é assim também? Quando não me vejo, por mais que eu me apalpe, fico na dúvida se existo mesmo de verdade. Eu me via como os outros me viam, por isso ficava acordada.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Cada personagem precisa tentar resolver as pendências com o passado ao mesmo tempo que descobre sua nova condição naquele estranho lugar, parecido com o quarto luxuoso de um hotel. Cada personagem tem um vislumbre do que aconteceu depois de sua morte, assim Garcin vê sua esposa e relembra que apesar dela estar em prantos, ele sempre a traiu. Estelle percebe que em seu quarto outras pessoas agora vivem, mas a lembrança do bebê que matou se transforma em uma mancha em seu coração.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, eles próprios começam a entrar em conflito. A beleza de Estelle chama a atenção de Inês que logo a corteja. Estelle se sente atraída por Garcin e Garcin se mantém estático pensando em como passará a eternidade dentro daquele ambiente com aquelas pessoas. Logo os três estão discutindo: Garcin tenta uma relação com Estelle para enraivecer Inês, mas o ambiente não favorece e as lembranças do passado continuam a torturar os personagens.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Garcin &#8211; Não serei o carrasco de ninguém. Não lhes desejo mal, e nem tenho que viver com as senhoras. Nada. É muito simples. Vejam só, cada qual no seu canto: esse é que é o jogo. A senhora aqui, a senhora ali, eu lá. E silêncio. Nem um pio. Não é difícil, não é mesmo? Cada um de nós tem muito que se incomodar consigo mesmo. Acho que seria capaz de passar dez mil anos sem falar.&#8221;</p>
</blockquote>
<h4><em><strong>Entre Quatro Paredes </strong></em>&#8211; Conclusão</h4>
<p style="text-align: justify;">Os pesonagens brigam muito entre si e não chegam a nenhuma conclusão do porquê de estarem presos naquele quarto. Apesar de terem a alma manchada pelos pecados cometidos e estarem presos em um local onde precisam purgar suas falhas, os três personagens chegam a conclusão de que a culpa pelo ambiente e pela condição de cada um é culpa do outro. Em uma famosa frase de Garcin, os personagens chegam à conclusão de que &#8220;o inferno são os outros!&#8221;.</p>
<p>Indico uma adaptação da peça para o cinema: <em><strong><a href="https://filmow.com/entre-quatro-paredes-t60128/" target="_blank" rel="noopener">Huis Clos</a></strong></em>, de 1954.</p>
<p>Acompanhe o blog também no <strong><a href="https://www.youtube.com/channel/UCxeLUaOXPrIlLIeIp7e6SmA" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a> </strong>e <strong><a href="https://open.spotify.com/show/6t0JcG3UYd1aFNKwUcD34K" target="_blank" rel="noopener">Spotify</a></strong></p>
<p><!-- /wp:post-content --></p>
<p><!-- wp:paragraph --></p>
<p style="text-align: justify;">Se você chegou até aqui e gostou da resenha, adquira a obra através do link abaixo e apoie o Resumo de Livro.</p>
<h3 style="text-align: center;"><a style="background-color: #ff9900; color: #000000; padding: 15px 30px; text-decoration: none; font-weight: bold; border-radius: 5px; font-size: 18px; box-shadow: 0 4px 6px rgba(0,0,0,0.1);" href="https://amzn.to/44CCNZt" target="_blank" rel="nofollow noopener sponsored">COMPRAR NA AMAZON</a></h3>
<p>Até a próxima!</p><p>O post <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net/entre-quatro-paredes/">Entre Quatro Paredes</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://resumodelivro.net">Resumo de Livro</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://resumodelivro.net/entre-quatro-paredes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>

<!--
Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: https://www.boldgrid.com/w3-total-cache/?utm_source=w3tc&utm_medium=footer_comment&utm_campaign=free_plugin

Page Caching using Disk: Enhanced 
Lazy Loading (feed)
Minified using Disk
Database Caching 21/57 queries in 0.016 seconds using Disk

Served from: resumodelivro.net @ 2026-05-05 05:49:53 by W3 Total Cache
-->